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quinta-feira, 12 de maio de 2011

Galo está a um empate de quebrar mais um tabu

Desde o século passado, clube alvinegro não conquista o bicampeonato

 
Serginho espera mesma postura do primeiro jogo, para o Galo
superar mais um tabu | Créditos: Ramón Bittencourt/Gazeta Press 

Após por fim à “maldição dos mandantes”, no jogo de ida da final do Campeonato Mineiro, o Atlético-MG terá a chance de quebrar mais um tabu, que já dura 11 anos. Desde o século passado, o Galo não consegue a façanha de comemorar o título estadual por dois anos consecutivos. Para isso, o clube precisa apenas empatar o clássico com o Cruzeiro, na segunda partida da decisão, neste domingo, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas.

A última vez que o Atlético conseguiu levantar a taça de campeão mineiro em dois anos seguidos, foi no biênio 1999 e 2000, exatamente o ano de encerramento do século XX, quando o clube superou o América-MG e o Cruzeiro na final, respectivamente. Desde então, após passar seis anos em jejum, o Galo conquistou dois títulos estaduais, mas em anos alternados.

O primeiro em 2007, após bater o arquirrival Cruzeiro com uma goleada histórica de 4 a 0, no jogo de ida e poder se dar ao luxo de perder, por 2 a 0, na partida de volta. O segundo foi exatamente no ano passado, quando o Atlético superou o Ipatinga nos dois jogos da decisão, com placares de 3 a 2, no Ipatingão e 2 a 0, no Mineirão.

Para conquistar o seu primeiro bicampeonato no século XXI, o Galo precisa de apenas um empate com o Cruzeiro, uma vez que o time alvinegro venceu a partida de ida, por 2 a 1, na Arena do Jacaré. Apesar da vantagem, o volante Serginho pede muita atenção ao grupo, para a equipe não ser surpreendida no segundo jogo.

“Temos a vantagem do empate, mas, quando entrar em campo, a gente tem que esquecer isso, até porque a vantagem não vai significar nada se tomarmos o gol. Então, temos que entrar com a mesma postura do último jogo para que não sejamos surpreendidos e possamos fazer uma boa final”, alertou o camisa 7 atleticano.

sábado, 7 de maio de 2011

Debutantes no clássico profissional

Revelados na base, Giovanni Augusto, do Atlético-MG, e Dudu, do Cruzeiro, são cotados para estrear no clássico mineiro

Giovanni Augusto quer manter, no profissional,
o bom retrospecto que teve nos clássicos da
base - Foto: Bruno Cantini
Não precisa valer título, mas se uma taça estiver em jogo é ainda melhor. Seja por qualquer motivo, o tradicional clássico de Minas Gerais entre Atlético-MG e Cruzeiro mexe com os brios de qualquer jogador. O clima de uma rivalidade sadia começa desde a base e, neste domingo, às 16h, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, dois garotos, um defendendo o preto e o outro o azul, poderão ter a chance de disputar, pela primeira vez como profissionais, este jogão – e justamente em uma final de Campeonato Mineiro.

O meio-campista atleticano Giovanni Augusto, titular nas duas vitórias do clube sobre o América-MG pelas semifinais, parece ter agradado tanto ao treinador, quanto à torcida e deve debutar no clássico, como profissional, no primeiro jogo da finalíssima. Antes da estreia, o jovem lembra do bom retrospecto que costumava ter diante do arquirrival nas categorias de base.

“Na base, sempre tive bons resultados nos clássicos. O último, se não me engano, foi no Independência, pelo Campeonato Mineiro. Ganhamos por 2 a 1 e eu sofri um pênalti e dei o passe para o outro gol. Espero manter este bom retrospecto no domingo”, contou o jogador de 21 anos.
Armador Dudu se dispôs a jogar em qualquer posição
no clássico - Crédito Washington Alves/VIPCOMM

Do outro lado da lagoa, quem pode fazer a sua estreia é o garoto Dudu. Com apenas 19 anos, o armador é o mais cotado para começar a partida no lugar do atacante Wallyson, que se recupera de uma lesão na panturrilha esquerda e é dúvida para o clássico.

“Ainda não sabemos o time que vai entrar jogando, mas se o Cuca optar por mim, eu estou pronto, e com muita vontade de ajudar o Cruzeiro a ser campeão. Onde o professor me colocar eu vou jogar e fazer o melhor para o nosso time se dar bem”, disse Dudu.

Por ter terminado na primeira colocação na fase inicial, o Cruzeiro tem a vantagem de poder empatar os dois jogos ou vencer um e perder o outro pela mesma diferença de gols para se sagrar campeão.