quinta-feira, 14 de abril de 2011

Thiago Ribeiro, Wallyson e Gilberto marcam os primeiros gols do Cruzeiro sobre o Estudiantes, na condição de visitante

Thiago Ribeiro marcou o primeiro gol da história do Cruzeiro contra o Estudiantes na Argentina - Crédito: Washington Alves/VIPCOMM

Cruzeiro e Estudiantes já se enfrentaram em quatro oportunidades na Argentina, sempre na cidade de La Plata. Só a primeira foi disputada no estádio Jorge Hirschi, pela Supercopa, em 1994. Todos os outros três confrontos foram válidos pela Libertadores e realizados no estádio Ciudad de La Plata. No entanto, até a vitória desta quarta-feira, por 3 a 0, o clube brasileiro nunca havia vencido a equipe argentina e tampouco havia balançado as redes do adversário jogando fora do país.

Com o resultado positivo, a Raposa terminou a fase de grupos invicta, chegando ao total de 16 pontos, não podendo ser alcançada por nenhuma outra equipe. Por ter feito a melhor campanha na primeira fase, a equipe celeste decidirá todos os seus confrontos nos mata-matas finais em casa.

Ao final da partida, os jogadores do Cruzeiro e o técnico Cuca dedicaram a vitória a Santino, filho caçula de Montillo, de apenas um ano, que passou por uma cirurgia no coração na manhã desta quarta-feira.

“A homenagem é para ele. Oferecemos essa vitória a ele e ao filhinho, Santino”. disse o treinador ao site oficial do clube.

Confira, abaixo, as fichas de todos os quatro confrontos entre Estudiantes e Cruzeiro na Argentina:

ESTUDIANTES 1 x 0 CRUZEIRO
Motivo: primeiro jogo das quartas-de-final da Supercopa
Data: 5 de outubro de 1994
Cidade: La Plata - Argentina
Estádio: Jorge Hirschi
Árbitro: Epifanio Gonzales (PAR)
Assistntes: Efigênio Verdun (PAR) e Juan Ortiz (PAR)
Gol: Pariz, 28 do 2º tempo
Cartões amarelos: Llop, Pratola, Squadroni (E); Toninho Cerezo, Edenilson, Luisinho (C)
Estudiantes: Bossio, Rojas, Pratola, Llop, Squadroni, Pariz, Martinez, Verón, Capria (Soza), Mendez, Ferreira (Armentano)
Técnico: Eduardo Manera.
Cruzeiro: Dida, Zelão, Rogério, Luisinho, Nonato, Ademir (Jorge Luiz), Douglas, Toninho Cerezo, Macalé, Cleison, Roberto Gaúcho (Edenilson)
Técnico: Palhinha

ESTUDIANTES 4 X 0 CRUZEIRO
Motivo: jogo de volta da fase de grupos da Copa Libertadores
Data: 8 de abril de 2009
Cidade: La Plata - Argentina
Estádio: Ciudad de La Plata
Árbitro: Roberto Silvera (URU)
Assistentes: Miguel Nievas (URU) e Carlos Pastorino (URU)
Gols: Verón, aos cinco, Fernández, aos 32 minutos do 1º tempo; Sánchez Prette, aos 28 e aos 32 minutos do 2º tempo
Cartões amarelos: Verón, Desábato (E); Jonathan, Ramires, Bernardo (C)
Estudiantes: Andújar; Angeleri, Cellay, Desábato e Iberbia; Pérez, Braña, Verón (Sánchez Matías) e Benítez; Fernández (Calderón) e Boselli (Sánchez Prette)
Técnico: Alejandro Sabella
Cruzeiro: Fábio; Jancarlos (Elicarlos), Leonardo Silva, Thiago Heleno e Jonathan (Bernardo); Fabrício, Marquinhos Paraná, Henrique e Ramires; Gerson Magrão e Wellington Paulista (Soares)
Técnico: Adilson Batista

ESTUDIANTES 0 X 0 CRUZEIRO
Motivo: primeiro jogo da final da Copa Libertadores
Data: 8 de julho de 2009
Cidade: La Plata - Argentina
Estádio: Ciudad de La Plata
Árbitro: Jorge Larrionda (URU)
Assistentes: Pablo Fandiño (URU) e Mauricio Espinosa (URU)
Cartões amarelos: Benítez, Schiavi, Desábato (E); Wagner, Gerson Magrão, Kléber, Wellington Paulista(C)
Estudiantes: Mariano Andújar; Christian Cellay, Rolando Schiavi, Leandro Desábato, Germán Ré; Enzo Pérez, Rodrigo Braña, Juan Sebastián Verón, Leandro Benítez (Maximiliano Núñez); Gastón Fernández (Juan Manuel Salgueiro) e Mauro Boselli
Técnico: Alejandro Sabella
Cruzeiro: Fábio; Jonathan, Leonardo Silva, Anderson, Gerson Magrão (Fabinho); Henrique, Marquinhos Paraná, Ramires, Wagner; Kléber e Wellington Paulista
Técnico: Adilson Batista

ESTUDIANTES 0 X 3 CRUZEIRO
Motivo: jogo de volta da fase de grupos da Copa Libertadores
Data: 13 de abril de 2011
Cidade: La Plata - Argentina
Estádio: Ciudad de La Plata
Árbitro: Roberto Silvera (URU)
Assistentes: Mauricio Espinosa (URU) e Miguel Nievas (URU)
Gols: Thiago Ribeiro, aos 10, Wallyson, aos 46, do 1º tempo; Gilberto, aos 37, do 2º tempo
Cartões amarelos: Pereyra, Leandro Benítez (E); Pablo, Mauricio Victorino (C)
Estudiantes: Agustín Orion; Gabriel Mercado (Federico Fernández), Facundo Roncaglia, Germán Ré, Nelson Benítez; Maximiliano Núñez, Darío Stefanatto (Leandro Benítez), Gabriel Peñalba, Pablo Barrientos; Gastón Fernández (Leandro González) e Juan Pablo Pereyra
Técnico: Eduardo Berizzo
Cruzeiro: Fabio; Pablo, Gil, Mauricio Victorino, Gilberto; Marquinhos Paraná, Henrique, Leandro Guerreiro, Roger (Everton); Thiago Ribeiro (Ernesto Farías) e Wallyson (Ortigoza)
Técnico: Cuca

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Rivais mineiros tem as melhores médias de gols entre os times da Série A

Corinthians é o lanterna do ranking


Líder e vice-líder do Campeonato Mineiro, Cruzeiro e Atlético-MG, nesta ordem, também aparecem nos dois primeiros postos no ranking de média de gols, que inclui todos os 20 clubes que disputarão a Série A do Campeonato Brasileiro este ano. Terceiro colocado no Campeonato Paulista e sem conseguir a vaga para a fase de grupos da Copa Libertadores, o Corinthians é o último colocado.

Levando em consideração apenas as partidas oficiais, já realizadas até a publicação desta reportagem, pelas equipes que integram a elite do futebol brasileiro em 2011, o Cruzeiro é o time que tem a melhor média de gols, seguido de perto pelo arquirrival Atlético-MG.

Em 15 partidas disputadas este ano, a Raposa balançou as redes adversárias em 45 oportunidades, alcançado uma média de três gols por jogo. Já o tradicional rival aparece logo atrás, com média pouco inferior, de 2,9. Em 2011, o Galo anotou 35 tentos em 12 confrontos.

Na última posição está o Corinthians, com apenas 1,57 de média. Em 19 partidas, o Timão marcou 30 gols, todos pelo Campeonato Paulista, uma vez que passou em branco nos dois jogos contra o Tolima-COL, quando as equipes disputaram uma vaga para a fase de grupos da Libertadores.

Gols feitos

Quando o assunto é a quantidade de gols, três times do sul detem o maior poder de fogo. Coritiba, Grêmio e Atlético-PR balançaram as redes adversárias por 60, 50 e 46 vezes, respectivamente. Líder de média de gols por jogo, o Cruzeiro aparece na quarta posição dessa vez, ao lado do Ceará, que disputou sete jogos a mais do que a equipe mineira.

Já o Corinthians continua mal. O alvinegro conquistou apenas uma posição em relação ao ranking de média de gols e está na vice-lanterna. O clube paulista é melhor apenas do que o América-MG, que não disputa a Copa do Brasil deste ano, tendo marcado todos os seus 19 gols no campeonato estadual.

terça-feira, 22 de março de 2011

A pedidos

A pedidos do amigo Hailton, o Hailton do Bar, uma homenagem a Ronaldo Fenômeno, que encerrou sua brilhante carreira nos gramados, em fevereiro deste ano.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O "Carrossel Azul" de Cuca

A estreia do Cruzeiro, ontem, na Libertadores 2011 chamou a atenção não só pela goleada de 5 a 0 sobre o campeão argentino Estudiantes, mas também pela nova formação tática do time, que lembrou o Botafogo – que chegou a liderar o Brasileirão de 2007 –, também treinado por Cuca.

Na teoria, a Raposa parecia ir a campo sem surpresas no seu esquema, mas com muitas novidades em relação ao time que vinha jogando até então. O zagueiro uruguaio Mauricio Victorino, principal contratação do clube nesta temporada, fazia sua estreia na vaga de Leo; Gilberto foi deslocado para a lateral esquerda substituindo Diego Renan, para dar lugar a Roger no meio-de-campo; Marquinhos Paraná, recuperado de uma torção no tornozelo esquerdo, recuperou o posto que foi de Leandro Guerreiro nos dois últimos jogos; e Wallyson jogou pela primeira vez como titular, deixando Thiago Ribeiro no banco.

Mas na prática, o Cruzeiro atuava em uma nova formação: 3-4-2-1. Pablo, Victorino e Gil eram os zagueiros, com o uruguaio centralizado. Henrique e Marquinhos Paraná eram os volantes, que desconstruíam as tentativas de armação do Estudiantes e iniciavam com velocidade, principalmente com o camisa 8, os ataques celestes. Gilberto era o ala pela esquerda, e Wallyson, pela direita, fazia o que em Portugal se chama “médio-ala”, e pode ser explicado por ter uma função um pouco mais ainda ofensiva do que o típico ala conhecido no Brasil. Isolado na frente estava Wellington Paulista, que mesmo tendo finalizado pouco, foi bem taticamente, ao abrir espaço para as chegadas de Roger, Montillo e o próprio Wallyson – como no primeiro gol do argentino, quando o time celeste apareceu na área adversária com três atacantes e apenas um defensor para marcá-los.

Esse esquema é bem parecido com aquele que o próprio Cuca adotou, quando treinava o Botafogo em 2007 e ficou conhecido como “Carrossel Alvinegro”, em alusão ao grande time holandês, liderado por Cruijff, finalista da Copa do Mundo de 1974.

A diferença do time carioca daquele ano para o Cruzeiro de ontem era que o falso lateral, Luciano Almeida, que ajudava a compor o trio de zagueiros e o atacante, Jorge Henrique, que atuava como o “médio-ala”, da equipe alvinegra, jogavam pelo lado esquerdo do campo. Pablo e Wallyson apareceram pela direita, no novo (velho) “Carrossel Azul” de Cuca, como pode ser visto na ilustração abaixo:


Ao contrário do Cruzeiro na partida contra o Estudiantes, o falso lateral e o "médio-ala" do Botafogo de 2007 estavam do lado esquerdo.

Confira mais sobre os “carrosséis” de Cuca, na reportagem de Thiago de Castro e Daniel Hott, com comentários de Mauro Beting, no jornal esportivo Lance!, desta sexta-feira.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

ADEUS AO FENÔMENO


Chega ao fim a carreira de um dos maiores jogadores de todos os tempos, dono de um carisma espetacular, de personalidade forte e oportunismo de gênio, comparado somente a Gerd Müller, Just Fontaine e Rummenigge. Aos 34 anos, Ronaldo certamente deixará saudades aos fãs do futebol, aos ídolos da música e da poesia e aos críticos do esporte. Afinal, poucos atletas renderam tantas discussões (positivas ou negativas) sobre a arte de jogar e conduzir a bola com os pés ou com a cabeça.

Muitas gerações de garotos compreenderam a arte do futebol ao ver Ronaldo brilhar nos campos do Brasil, da Espanha, da Holanda e da Itália. O Fenômeno não se tornou apenas um ídolo futebolístico, mas uma personalidade, cujos costumes, dicas e ações deveriam ser seguidos à risca. Seus 15 gols em Copas do Mundo não foram apenas um recorde, mas um marca que certamente será batida apenas por outro ídolo da modernidade.

O jogador tem no currículo várias conquistas importantes no país: duas Copas do Mundo, duas Copas América, dois campeonatos espanhóis, um Mundial Interclubes... Ronaldo sempre soube responder as críticas à altura. Quando o problema no joelho direito quase o fez parar de jogar em 2000 durante um partida entre Lázio e Internazionale, pela Copa da Itália, ninguém apostaria que pouco tempo depois ele estaria no Japão erguendo mais um título mundial pela Seleção Brasileira. O dia 30 de julho de 2002 consagrou o brilhante goleador como um dos maiores jogadores tupiniquins da história, comparado somente a gênios como Pelé, Romário, Zico, Roberto Dinamite, Zizinho, Vavá e Rivaldo.

O atacante sempre teve problemas com a balança. Seu peso já provocou polêmica com o então presidente Lula durante a Copa de 2006. Aliás, esse mundial é para ser esquecido, pois foi o único que o fiasco falou mais alto na bela carreira do Fenômeno.

Problemas físicos não são novidade na carreira de belos jogadores. O maior nome da história da Holanda, Marco Van Basten, se aposentou precocemente aos 30 anos, em 1995, depois que teve complicações no tornozelo direito. Quem não se lembra de Roberto Baggio, que perdeu o pênalti na decisão na Copa de 1994? Ficou muito parado devido ao rompimento dos ligamentos do joelho direito. E sem contar o polivalente Tostão, que deixou os gramados aos 26 anos, depois que uma bola chutada por um zagueiro corintiano foi desviada em seu olho.

O hipotireoidismo é a baixa produção de hormônios pela tireoide. Os principais sintomas são cansaço, depressão e ganho de peso. "Há quatro anos fiz um exame no Milan que constatou que essa lesão. Eu precisava tomar hormônios, mas não podia porque seria pego no doping. Alguns de vocês agora devem estar arrependidos de fazer tanta chacota com meu peso, mas não guardo mágoa. Só queria explicar isso no ultimo dia da minha carreira", disse o camisa 9, quando foi às lágrimas.

Quarto maior artilheiro com a camisa verde-amarela, o Fenômeno certamente terá um jogo de despedida à altura de seus gols e dribles. Mas as imagens deixadas ao longo da sua carreira, nas Copas que disputou e nos gramados que esteve, sempre ficarão guardadas na memória dos torcedores que admiravam sua carreira!

sábado, 15 de janeiro de 2011

Parceria entre Vitória e Mandate Corporation evitou que clube baiano perdesse mais uma jovem promessa

Na última sexta-feira (14) o site Olheiros.net trouxe à tona mais dois casos de um assunto que tem complicado a vida de clubes brasileiros. Segundo a publicação, seduzidos por promessas de empresários, dois garotos do Vitória (BA) simplesmente não se reapresentaram para os trabalhos da temporada 2011. O atacante Carioca e o volante Uelisson, destaques da equipe rubro-negra campeã da Copa Brasil sub-15, desapareceram. E por pouco o clube baiano não perdeu mais um atleta. O jovem Alex, da categoria 95, também foi sondado por empresários que queriam tirar o garoto do time, deixando o Vitória na mão em mais uma situação. Graças ao trabalho do agente Luiz Rocha e uma parceria com o clube, Alex permaneceu na equipe de Salvador.

O volante foi o grande destaque do Vitória na última Copa Brasil e despertou o interesse de outros clubes do futebol nacional. Por ser um atleta de muita qualidade técnica, a equipe baiana temeu por perder sua grande revelação, mas felizmente a situação foi resolvida com trabalho e ética. Ao contrário dos seus dois ex-companheiros, Alex poderá dar sequência de forma tranquila ao desenvolvimento técnico, tático e psicológico dado pelo Rubro-Negro sem precisar se preocupar com o trauma de uma transferência forçada aos 15 anos de idade. Portanto, a situação se tornou benéfica para todas as partes envolvidas no processo de formação da jovem promessa.

Na contramão da estratégia atual adotada por procuradores de jogadores, a Mandate Corporation tem apostado na confiança, na seriedade e na ética para mudar o quadro. A empresa de agenciamento esportivo fechou no último mês um acordo de confiança com o Vitória, garantindo que o garoto permanecesse no clube que o formou. Esta tem sido a tônica da agência, que quer contribuir com o bom trabalho nas categorias de base das agremiações brasileiras. Com isso, a Mandate deixou o caminho aberto para que o Rubro-Negro pudesse dar continuidade no projeto de formação do jovem Alex.

Ambos os lados da história acima descrita ficaram satisfeitos com o desfecho da parceria e com a seriedade apresentada na assinatura do acordo:

“Essa parceria com o Luiz Rocha e com a Mandate Corporation, que foi feita no caso do Alex, é de suma importância para o Vitória e para o futebol brasileiro. Foi fundamental o ocorrido para que pudéssemos ver e sentir que existem pessoas sérias e que reconhecem o trabalho de preparação e investimento do clube. O Vitória precisa de parceiros sérios, como foi o Luiz Rocha neste caso”, analisou Epifânio Carneiro Filho, diretor das divisões de base do clube baiano.

"É preciso trabalhar com transparência e na busca constante de ser um parceiro do clube. Temos de reconhecer sempre o trabalho de formação, o investimento e a capacidade técnica e estrutural dessas agremiações. Esse é o objetivo da Mandate e é importante evitar que os times formadores percam jogadores da maneira como vem ocorrendo”, destaca Luiz Rocha, agente Fifa e CEO da Mandate Corporation.

Segundo a publicação do Olheiros.Net, o Vitória tem sofrido constantemente com a situação de perder jovens talentos e já admite a possibilidade de abolir as categorias abaixo de 16 anos. Casos como o dois garotos do Rubro-Negro têm sido constantes no futebol brasileiro e os clubes passam a se preocupar cada vez mais nas escolhas de empresas parceiras. Recentemente o Cruzeiro se mostrou indignado com a atitude da Traffic de aliciar menores, tirando-os das agremiações de origem. Segundo Zezé Perrella, presidente do clube mineiro, o atacante Aguilar ficou no time infantil da Raposa durante quase um ano e meio, e depois foi sacado da equipe pelo grupo Traffic, que o transferiu na sequência para o Desportivo Brasil.

Staff Mandate Corporation

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Bancos privados da Espanha investem em esporte para atingir mercado global

O investimento em ações voltadas para o ramo esportivo tem sido fundamental para os dois bancos particulares mais importantes da Espanha ganharem espaço como marcas globais. BBVA e Santander fazem jus à importância dos esportes e adotam estratégias de muita força, principalmente no mercado internacional. (Veja detalhes na apresentação abaixo ou no Slideshare)
O BBVA aposta nos naming rights da Liga Espanhola de futebol e no acordo fechado em 2010 com a NBA, tornando-se o banco oficial da maior competição de basquete do mundo. O acordo em ‘La Liga’ rende excelente visibilidade ao BBVA, já que todas as ações que envolvem o campeonato mencionam o nome do sponsor máximo. O site, as entradas na TV e qualquer citação casual da La Liga BBVA traz um retorno interessante ao banco de Bilbao.
A ideia de investir na famosa liga americana foi fazer frente à visibilidade do Santander em diferentes mercados. Em nota oficial o banco afirma que o acordo de patrocínio com a NBA também inclui o programa de Responsabilidade Social "da NBA Cares", a WNBA e a NBA Development League (D-League).
Por outro lado, o concorrente investe diretamente na Fórmula 1 desde a temporada 2007 e garante presença com ações em vários GPs. O patrocínio principal na categoria começou na Vodafone McLaren Mercedes e migrou para a Ferrari em 2010. No mesmo ano, o grupo Santander foi o patrocinador principal do GP da Inglaterra, Alemanha e Itália, e teve forte presença nos GPs da Espanha, da Europa e do Brasil. Além disso, o espanhois ainda têm contrato com os ferraristas Fernando Alonso e Felipe Massa. Outra fator importante é a manutenção do acordo com os pilotos da McLaren, ampliando a atuação da marca no Reino Unido.
No futebol, o Santander se garante como detentor dos naming rights da Libertadores, além de um patrocínio importante para a Copa América de 2011. O grupo criou uma plataforma que tem Pelé como garoto propaganda e espera consolidar cada vez mais o mercado da América Latina, ampliando sua força através esportes. A campanha conta ainda com o “Quinteto Mágico Santander” formado por Diego Lugano (Uruguai), Andrés Guardado (México), Juan Sebastián Verón (Argentina), Gary Medel (Chile) e Luis Fabiano (Brasil).


segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Em carta ao povo baiano, Ramon Menezes anuncia sua saída do Vitória

De cabeça baixa, Ramon Menezes veste pela última vez a camisa do ex-clube, na partida contra o Atlético-GO, que decretou o rebaixamento do Vitória à Serie B. | Foto: Felipe Oliveira
O meio-campista de 38 anos, que desde 2008 defendia o rubronegro em sua segunda passagem, alega que o motivo foi a falta de interesse da direção do clube em sua permanência.

O jogador aproveita para agradecer ao povo baiano, aos torcedores do Vitória e ex-companheiros e funcionários do clube. Ramon Menezes também lamenta o rebaixamento do time na última temporada, mas acredita no retorno do Leão à elite.

Com a camisa do Vitória em 2010, Ramon Menezes foi campeão baiano e vice da Copa do Brasil, foi eliminado da primeira fase da Copa Sulamericana pelo Palmeiras e rebaixado no Campeonato Brasileiro na última rodada, após empate sem gols com o Atlético-GO.

Abaixo, você pode ler a carta na íntegra:

“Rio de Janeiro, 02 de janeiro de 2011,

“É com enorme pesar que me dirijo a vocês para comunicar minha saída do Vitória. Pesar porque é um clube pelo qual tenho muito carinho e admiração. Infelizmente não conseguimos permanecer na Série A do Campeonato Brasileiro de 2010 e minha intenção era continuar na equipe para a temporada de 2011 e ajudar o Vitória a retomar o seu lugar, o que acredito que irá acontecer. Na conversa com a direção do clube, vi que não era do interesse deles a minha permanência.

“Agradeço à direção do Vitória e em especial ao Alex Portela, diretor que me abriu novamente as portas do clube. Essa minha segunda passagem pelo Vitória serviu para reafirmar meu carinho e gratidão pelo clube.

“Ao povo baiano, também meu cordial abraço e desejo de muitas alegrias e conquistas. Agradeço aos torcedores do Vitória e também aos adversários que sempre me trataram com muito carinho e respeito.

“Confesso minha imensa gratidão ao estado da Bahia, pois vivi grandes momentos, fiz ótimas, verdadeiras e duradouras amizades e saio com tristeza, mas essa é a vida de um atleta profissional.

“Aos companheiros de clube, todos os funcionários, profissionais da imprensa e pessoas com as quais tive a oportunidade de me relacionar deixo o meu agradecimento e desejo de dias melhores.

“Enfim, obrigado de coração ao povo baiano por todos os momentos especiais que pudemos compartilhar.

“Com os sinceros desejos de felicidades,
um grande abraço do amigo
Ramon Menezes”

domingo, 26 de dezembro de 2010

O fantástico Liverpool, Kenny Dalglish e histórias não contadas no Brasil

Antes do boom midiático da década de 90, feitos importantes de grandes jogadores não ganharam o destaque merecido. Com isso as histórias de muitos deles seguem afastadas de quem gosta de futebol no Brasil, principalmente aquelas relacionadas à Inglaterra. Os acontecimentos do esporte inglês ainda são incógnitas, já que as contratações e a cultura por lá demoraram a criar uma relação mais próxima com nosso país. Nessa linha, o tetra da Liga dos Campeões (77,78,81 e 84) do brilhante Liverpool, três deles comandados pelo craque Kenny Dalglish, passa longe de ser uma narrativa de sucesso por aqui.

Apesar de ter sido um time distante dos holofotes brasileiros, os Reds marcaram história na Europa e Dalglish é praticamente um mito no clube. O ex-atacante foi um fora de série em todos os sentidos e até hoje é referência para os garotos formados nas divisões de base do Liverpool. O escocês começou a carreira no Celtic e brilhou na equipe da sua cidade natal por oito temporadas. Após um sucesso estrondoso em Glasgow, Dalglish foi para a Inglaterra mudar a história dos Reds. Conseguiu seis Campeonatos Ingleses, uma FA Cup, cinco Charity Shield, três Copas dos Campeões da Europa e quatro Copas da Liga, além de finais de Mundial, vices da Liga local e brilhantes temporadas nas competições continentais.

Apresentou aos europeus um futebol vistoso, elegante, de grande objetividade e com troféus que fazem inveja a muitos ‘ídolos’ por aí. Dalglish carrega ainda uma situação interessante de ter sido jogador/treinador durante algumas temporadas, levando o time, dentro e fora de campo, a conquistas importantes. Na inusitada função, conseguiu sete títulos com o Liverpool, sendo três títulos da Liga, aumentando ainda mais sua notoriedade.

A brilhante campanha como profissional do esporte fez dele integrante do Fifa 100 (125 melhores jogadores do século XX), membro da Ordem do Império Britânico, homenageado no Hall da Fama do futebol inglês e primeiro a ganhar o prêmio de personagens importantes na história do Liverpool. Apesar disso, Dalglish segue praticamente um desconhecido no Brasil.

Após fazer bons trabalhos no comando de Blackburn Rovers e Newcastle United, e uma tentativa frustrada no Celtic, o escocês recebeu a maior homenagem da carreira ao ser chamado de volta ao Liverpool para coordenar as divisões de base e ser embaixador do clube. No programa ’50 maiores jogadores de todos os tempos’, exibido no Brasil pela ESPN em 2009, Dalglish é retratado como lenda e referência absoluta para jogadores, dirigentes e torcedores dos Reds. O craque também brilhou ao criar ao lado de sua esposa o Marina Dalglish Appeal, instituição que promove campanhas arrecadando recursos para o combate ao câncer de mama, mostrando mais uma vez a origem de tanto prestígio na Inglaterra.

Por diversos fatores, craques das décadas de 60, 70 e 80, que tinham capacidade técnica incrível e conquistaram títulos muito importantes, são praticamente desconhecidos, mesmo daqueles que são apaixonados por futebol. O mercado atual do futebol e a exposição dos jogadores fazem naturalmente com que profissionais medianos virem celebridades em outros países. É comum ver garotos sul-americanos, africanos ou asiáticos que sabem a escalação completa de Real Madrid, Barcelona, Milan e Manchester, por exemplo.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Mudança nos números

A decisão da CBF de unificar os títulos da Taça Brasil e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa aos do Brasileiro causará mudanças profundas nas estatísticas do futebol nacional. Feitos conquistados há décadas agora não existem mais e novos recordes farão parte dos números. Por exemplo: Cruzeiro, Flamengo e Internacional não são mais as únicas equipes que participaram de todas as edições do Brasileiro, considerando que o trio ficou fora de várias competições nacionais antes da década de 1970.
Pelé desbanca Andrade e Zinho e é o maior campeão brasileiro, com seis títulos. É um reconhecimento ao talento do melhor jogador de todos os tempos e maior atleta do século passado. O ex-jogador tricordiano fez 34 gols em Brasileiros (em 1971, 1792, 1973 e 1974) e não havia ganho nenhum título até se transferir para o Cosmos.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Nigel, o filho do mito, tenta caminhar com as próprias pernas

No filme ‘Damned United’ (2009), Nigel Clough aparece apenas como um garotinho que segue o pai pelos trabalhos mais duros nos clubes ingleses. E pouca importância se dá ao menino, filho do lendário Brian Clough, considerado por muitos o maior treinador inglês de todos os tempos. A despeito da pouca visibilidade na narrativa, Nigel ganhou certo destaque no futebol da Inglaterra e é um personagem interessante.

É óbvio que ele não tem o apelo midiático do pai, mas apresentou seu próprio caminho com algum sucesso e histórias interessantes. Jogou em clubes como Manchester City e Liverpool e chegou a defender a seleção inglesa em 14 oportunidades. Porém, é como treinador que a história de pai e filho ganha um papel mais interessante. Nigel começou a carreira como técnico no Burton Albion, clube no qual que seu ídolo esteve durante apenas uma temporada. Na sequência, seguiu para o Derby County, que teve uma posição de grande notoriedade na carreira do mitíco Brian Clough. Foi lá que o polêmico ‘manager’, falecido em 2004, conseguiu aparecer para o cenário nacional, conquistando a Segunda e a Primeira Divisão, sendo contratado na sequência pelo então poderoso Leeds.

Sem tanto alarde, Nigel trabalha na equipe do leste inglês desde 2009 e vem conseguindo resultados modestos. Seu temperamento apresenta algo de controverso, como o Clough mais famoso se caracterizou durantes as décadas de 70 e 80. O treinador Billy Davies, do rival Nottingham Forest, acusou de ter sido agredido com um chute no joelho durante uma partida. Nigel ainda causou certo alarde quando se deu uma chance como jogador, entrando nos minutos finais da partida diante do West Bromwich Albion, na Liga de reservas.

Atualmente, o Derby County é o nono na tabela de classificação Segunda Divisão Inglesa e sonha em voltar aos dias de glória dos tempos de Brian Clough.

Para quem quiser saber mais sobre Brian e Nigel Clough, vale a pena conferir um pouco dos detalhes nos links abaixo. Outra excelente pedida para aprofundar na história é assistir o filme ‘Damned United’ (Maldito Futebol Clube, no título do filme português), disponível em muitas locadoras no Brasil. Uma pena a obra não ter sido lançada no cinema, indo diretamente para o DVD.

Na foto acima, Brian e Nigel, na década de 90.

Nigel Clough - http://en.wikipedia.org/wiki/Nigel_Clough

Brian Clough - http://en.wikipedia.org/wiki/Brian_Clough

Damned United - http://vcviu.com.br/filmes/cinema-europeu/maldito-futebol-clube/

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Um clássico para se pensar além do jogo

O Cruzeiro venceu o Atlético por 3 a 0 na noite de quinta-feira e avançou à semifinal do Campeonato Brasileiro Panasonic Sub-20. Élber, Sebá e Thiaguinho marcaram para a Raposa. O adversário da próxima fase será o Palmeiras, que bateu o Ceará por 2 a 1.

O clássico tinha tudo para ser muito interessante, já que os dois times têm características completamente diferentes. A meninada da Cidade do Galo é mais habilidosa e com mais toques de classe, porém, ainda não entendeu o valor do trabalho em equipe e a vontade necessária que o futebol profissional exige (eles estão à porta do time principal, por isso a palavra ‘profissional´). Os atleticanos têm muito talento, mas pecam pela falta do algo a mais, com incisão e verticalidade para usar a técnica em prol do time. A turma da Toca da Raposa é um pouco inferior tecnicamente em relação ao rival, mas se encontrou como time de forma mais rápida, mesmo sendo formado por jogadores jovens (muitos são da categoria 93/94 e ainda não completaram 18 anos). O grupo se doa mais e joga com força para cima do adversário.

Ainda dá tempo de tudo isso mudar, já que são garotos e estão em processo de aprendizagem, mas essa é a visão que podemos ter dos últimos dois anos das duas equipes.

O Cruzeiro tomou conta das ações no início, porém desperdiçava algumas chances de abrir o marcador. O Galo conseguiu incomodar de verdade apenas uma vez, já no fim da primeira etapa. Nos 45 minutos finais, a vontade cruzeirense prevaleceu e o time fez um 3 a 0 bem confortável, com propriedade.

O Alvinegro contou com seis titulares que já tiveram chances no time profissional e apresenta um grupo muito experiente. Porém, muitos jogadores terão dificuldade de ganhar novas chances na equipe principal devido ao plantel que vem sendo formado pelo técnico Dorival Júnior, que contará com a base de 2010.

A equipe celeste tem boas chances de ficar com o título da competição e revelar bons talentos. Resta saber como será feita a integração entre base a profissional na Raposa. Recentemente, muitos garotos se destacaram nas conquistas do BR Sub-20 e da Copa SP, mas poucos foram utilizados nos profissionais. A Era Adilson lançou poucos talentos da casa e resta saber qual será a postura de Cuca em relação a isso.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Boa gestão e responsabilidade têm espaço em qualquer área

O livro ‘A bola não entra por acaso’, de Ferran Soriano, é um trabalho bem organizado e muito claro sobre gestão. Por mais que o assunto predominantemente abordado seja o futebol, o autor deixa a base nítida de que uma administração exitosa não tem campo restrito e pode ser abrangida para diferentes áreas da nossa sociedade. Infelizmente, muitos dirigentes do futebol brasileiro ainda se baseiam em outras premissas, deixando o esporte arcaico, pouco profissional e muitas vezes na lama por situações embaraçosas. Não se sabe ao certo qual o principal fator disso, mas o retrocesso de muitos envolvidos é visível.

Por meio de sua experiência em empresas de grande porte na Espanha e pela gestão vencedora do Barcelona (dentro e fora de campo), Ferran traz detalhes sobre modelos econômicos importantes, contratação de jogadores e estratégias em recursos humanos. O Barça deixou de acreditar que o futebol se resume às quatro linhas e aplicou um caminho administrativo completamente diferente. Ele explica a captação feita pelo clube para formar um grupo de gestores de primeira linha, que pudesse dar todo o respaldo ao gigante catalão também nos escritórios.

A ideia do Barça foi trazer os melhores gestores do país, em suas determinadas áreas, para conduzir o clube ao sucesso absoluto, com valores voltados para o caráter, orgulho catalão, missão barcelonista e muito trabalho duro. Ferran, Joan Laporta, Esteve Calzada, Josep Cubells e tantos outros que fizeram parte do processo eram os responsáveis por setores bem definidos, todos eles vindos de grandes trabalhos anteriores nas mais diferentes áreas do mercado espanhol. Quem é bom nos modelos de gestão, tem dignidade, amor ao trabalho e noção do espírito barcelonista poderia se dar bem no comando do clube. Essa era a principal noção na escolha dos melhores para conduzir o Barça. E deu certo. O quadro de sócios foi recontado, o marketing cresceu, os homens do recursos humanos aplicaram contratos por produção e o ciclo foi se tornando virtuoso. Com isso, cada um cuidava da sua área e deixava o futebol, a parte técnica, somente para os responsáveis por esse setor, como o ex-jogador Txiki Begiristain. As contratações eram feitas com critério, os acordos tinham como base a produtividade e os técnicos eram escolhidos pela capacidade de manter o padrão e a cultura de jogo do Barça. Os dois títulos da Liga dos Campeões, os Campeonatos Espanhois, as Supercopas, a campanha com a Unicef, os jogadores referências em educação e cordialidade e o estilo ‘futbol art’ evitam maiores explicações sobre o sucesso da jornada.

Alguém pode falar que isso é uma realidade distante, que no Brasil nunca vai pegar e outros argumentos sem fundamento algum, que aparecem simplesmente pelo comodismo de alguns. Muitos dos nossos pesquisadores são desejados por universidades tradicionais de países de primeiro mundo, nossos médicos são referências e nossos gestores conseguem até comprar o Burguer King. Então não apareçam com o argumento de que nossa economia é diferente, que no Brasil não dá. Isso não vale. O que acontece é que o futebol, principalmente no âmbito dos clubes, se vê cercado por pessoas ainda sem capacidade intelectual e cultural para gerir nada. São ‘cartolas’ que acreditam em sorte, azar, malas brancas e pretas, em valores da década de 70 e que se baseiam na máxima de que ‘o futebol é diferente do restante’.

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Dados sobre o livro:

Editora: Larousse

Autor: FERRAN SORIANO

Ano: 2010

Edição: 1

Número de páginas: 208

Acabamento: Brochura

Formato: Médio

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Future Champions chega às semifinais









O Future-Champions é uma iniciativa muito interessante para fortalecer Belo Horizonte como uma das sedes da Copa do Mundo de 2014, e para dar a aqueles que gostam de futebol uma oportunidade de ver a garotada mais de perto. Com as duas semifinais já definidas, fica a situação interessante de termos três clubes brasileiros entre os quatro melhores.

Sem dúvida, o jogador destaque da competição é o atacante Léo, do Cruzeiro, um camisa 9 de grande potencial técnico, tático e físico. E que sem dúvida vai se tornar um jogador de primeira linha. Após brilhar no Campeonato Mineiro, o atacante, de 16 anos, mostra mais uma vez que tem atributos de um grande profissional, na melhor acepção da palavra. Léo tem tranquilidade para finalizar, força para brigar no jogo aéreo, disposição tática para marcar a primeira linha de ação do adversário e técnica para fazer criar lances de ataque para a Raposa. Além disso, não mudou o humor por conta de uma tentativa de criar confusão vinda de um garoto do Peñarol. Não é um craque, daqueles que enchem os olhos das pessoas nas arquibancadas, mas está muito à frente de garotos da sua idade, que só pensam em driblar 5, 6 jogadores em lances que não resultam em nada concreto para a equipe.

Vasco e Atlético também chamaram a atenção, e por características bem diferentes. O Alvinegro Mineiro é um time leve, de bom potencial técnico, mas que ainda precisa se envolver mais com o jogo, aprendendo a marcar gols nos momentos mais importantes. Já o Clube da Colina tem uma equipe de muita força física, que pressiona o adversário o tempo inteiro e que pode dominar a partida com tranquilidade.

O quarto semifinalista é o Everton, da Inglaterra, que chamou a atenção pelo padrão de jogo típico do Reino Unido. O 4-4-2 tradicional é visto claramente na equipe inglesa, que não tem nenhum craque no grupo, mas mostra que sabe como criar jogadores disciplinados e de bom potencial para execução dos fundamentos. Todos marcam, passam e finalizam com destreza, demonstrando que a base tem sido bem trabalhada. As duas linhas de quatro (como quase nunca se vê no Brasil) é o pilar da marcação, deixando os dois homens de frente esperando o melhor momento para sair no contra-ataque.

Merecem também o comentário os sul-africanos do Mamelodi Sundowns. Apesar da eliminação na primeira fase, trouxeram ao Brasil um futebol interessante, de muita velocidade e técnica no meio-de-campo. O Barça tentou apresentar um jogo vistoso, de toques curtos, mas teve dificuldade com a pressão dos outros times ainda nas primeiras linhas e sofreu para evitar o chutão. Os catalães também caíram na primeira fase.

O ponto negativo fica para a falta do regulamento no site oficial da competição e de mais detalhes das partidas, como ficha técnica, por exemplo.

Confira mais detalhes do Future Champions:

http://www.future-champions.net

http://futurechampionsunibh.webnode.com.br/

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

(Mais) um título com as iniciais MR


Foto: Fernando Soutello/Agif/AE

A conquista do Brasil em 2010 começou em julho, quando Muricy Ramalho se abdicou de um sonho para fazer valer o que ele tinha assinado em papel.

Já o Corinthians, líder da competição na época, preferiu “trocar” o título pela proximidade à CBF, que pode lhe render a abertura da Copa do Mundo de 2014 no seu estádio, que ainda nem existe.

Ao liberar seu treinador, o clube do Parque São Jorge também ofuscou o brilho de seu principal destaque em campo. Sob novo comando e tendo que exercer outra função, Bruno César, que chegou a liderar a artilharia do campeonato, parou de fazer gol e o time atingiu a incrível marca de sete partidas sem vencer – o que não condiz com o objetivo de um clube que buscava um título para coroar seu centenário.

O Fluminense votou contra a entidade máxima do futebol brasileiro na eleição do Clube dos 13 e não aceitou liberar o técnico para a mesma. Caso aceitasse, quem poderia garantir que Conca, único jogador de linha a atuar nas 38 partidas, seria o líder de assistências do BR10 e o principal candidato ao prêmio de craque do campeonato?

Assim, o Flu entra para a história do Brasileirão com o seu bicampeonato e Muricy Ramalho, o rei dos pontos corridos, com quatro conquistas nas últimas cinco edições, vai a busca do tri, com outro tricolor.

Segundo colocado

Os cruzeirenses, premiados com a prata, preferem lamentar as possíveis entregas de jogos nas últimas rodadas e culpar a arbitragem, para justificar um sucesso que poderia ter sido maior. Mas se esquecem que deixaram de somar três pontos em partidas contra Vitória e Grêmio Prudente, quando tinham o mando de campo. Só para lembrar dos times que foram rebaixados.