sexta-feira, 29 de abril de 2011

Mauro Fernades: “Se alguém pensa que já jogamos a toalha está totalmente enganado”

América-MG comemora 99 anos neste sábado e quer presentear a torcida com a classificação para a final

Mauro Fernandes quer comemorar a classificação com a torcida,
no dia do aniversário do Coelho - Foto: América-MG/Divulgação 
Se parte da imprensa e da torcida não acreditam na classificação do América-MG neste sábado, diante do Atlético-MG, pelo jogo de volta das semifinais, do Campeonato Mineiro, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, o técnico Mauro Fernandes se posiciona ao contrário.

O treinador do Coelho não se desmotiva com o fato do rival ter a vantagem de se classificar mesmo perdendo por até dois gols de diferença e acredita que a sua equipe tem condições de reverter o resultado.

"Se alguém pensa que já jogamos a toalha está totalmente enganado. Nós vamos fazer de tudo. No futebol tudo pode acontecer. A imprensa e às vezes até alguns torcedores do América já jogaram a toalha. Mas aqui dentro, nós, profissionais que trabalhamos, em momento algum deixamos de acreditar na capacidade que temos para reverter essa situação. No futebol não existe o impossível e temos vários exemplos para isso", afirmou Mauro.

Para o clássico deste sábado, Mauro Fernandes tem duas dúvidas: na zaga, Otávio, que foi vítima de um sequestro-relâmpago na última terça-feira, ou Micão, que cumpriu suspensão automática na primeira partida? E no meio-de-campo, quem substituirá o volante Dudu, suspenso por acumular três cartões amarelos, Moisés ou Luiz Ricardo?

Certeza mesmo é que no dia 30 de abril, quando será conhecido o primeiro finalista do Campeonato Mineiro, também se comemora o aniversário do América. Em 2011, o clube irá completar 99 anos e o pensamento de Mauro Fernandes só tem um foco: “dar um grande presente para a torcida com a nossa classificação".

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Com toque paraguaio, Cruzeiro quebra tabu brasileiro na Colômbia

Clube celeste é o primeiro brasileiro a vencer o Once Caldas como visitante na Libertadores

Paraguaio Ortigoza saiu do banco de reservas para se tornar
o nome do jogo em Manizales - Foto: VIPCOMM/Divulgação
O atacante Ortigoza saiu do banco de reservas para ser o nome do jogo desta quarta-feira. Na vitória do Cruzeiro, por 2 a 1, sobre o Once Caldas-COL, pela primeira partida das oitavas de final da Copa Libertadores, em Manizales, na Colômbia, o paraguaio assistiu ao companheiro Wallyson no primeiro gol e anotou o segundo, da primeira derrota do time local, jogando com o mando de campo, para equipes brasileiras na maior competição de futebol de clubes do continente.

Após a partida, Ortigoza comentou sobre a sua contribuição ao time e lembrou que tem mais um duelo entre as equipes na próxima quarta-feira (4), na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas.

“Estou entrando e tentando fazer meu trabalho. O professor está me dando confiança e tento sempre aproveitar as chances de jogar para ajudar o Cruzeiro. Atacante sempre tem que tentar fazer o gol. Graças a Deus eu pude marcar e vai servir muito para o jogo de volta, que será mais um jogo muito difícil. O importante foi o time ganhar”, disse o camisa 23 na competição.

Até essa vitória do Cruzeiro sobre o Once Caldas, o time colombiano tinha 100% de aproveitamento em partidas, com o seu mando de campo, contra clubes brasileiros na Libertadores. A primeira vítima foi o Flamengo, que perdeu por 1 a 0, em 2002, na fase de grupos. Em 2004, quando se sagrou campeão, o time do país vizinho bateu o Santos, também por 1 a 0, nas quartas de final e o São Paulo, então treinado pelo atual comandante celeste Cuca, na semifinal, por 2 a 1. Pelo mesmo placar, o tricolor do Morumbi também levou a pior no ano passado, ainda na fase de grupos.

Palogrande

Esta não é a primeira vez que o Cruzeiro vence o Once Caldas em Manizales. Há 17 anos, em um amistoso que marcou a inauguração do estádio Palogrande, o mesmo do triunfo celeste nesta quarta-feira, o clube mineiro goleou o adversário por 5 a 2, diante de cerca de 40 mil pessoas.

O primeiro gol da história do Palogrande foi marcado “sem querer”, quando Santoya, do Once Caldas, balançou as próprias redes a favor do clube mineiro. Paulo Roberto (2), Cleisson e Macalé completaram para a Raposa. Jogando pela equipe colombiana, o brasileiro Edson Roberto Vieira anotou o primeiro tento do seu time no novo estádio e Muñoz foi o autor do segundo.

Once Caldas: Henao; Moreno, Murillo, Santoya e Torres; Quiñónes, Hernández, Zapata e Restrepo; Zúñiga e Alcibar. (Vieira, Muñoz e Sinisterra entraram no decorrer do amistoso)

Cruzeiro: Dida (Andén), Paulo Roberto, Célio Lúcio, Arley Álvares e Nonato; Douglas, Ademir (Andrade), Toninho Cerezo e Macalé; Cleison e Roberto Gaúcho (Careca).

terça-feira, 26 de abril de 2011

Para comemorar o Dia do Goleiro, Fábio quer continuar imbatível como visitante

Goleiro Fábio e delegação cruzeirense chegaram em Manizales no final
da tarde desta terça-feira (no Brasil) - Foto: Cruzeiro/Divulgação

Desde 1976, o Brasil comemora no dia de hoje, 26 de abril, o Dia do Goleiro. Uma homenagem ao aniversário de Manga, tido pelos críticos como um dos melhores goleiros do futebol nacional. Para comemorar a data, Fábio, titular da meta do Cruzeiro, e também reconhecido pela imprensa e até torcedores de clubes rivais como um dos principais nomes da sua posição atualmente, espera continuar sem ter que buscar a bola no fundo de suas redes, jogando como visitante pela Copa Libertadores este ano.

Nesta quarta-feira (27), a Raposa enfrenta o Once Caldas-COL, em Manizales, pelas oitavas de final da competição e Fábio não foi vazado em nenhum dos três jogos que a equipe já disputou longe de Minas Gerais. Para continuar invicto, o arqueiro revela que tem observado o estilo de jogo do adversário.

“Temos sempre que observar, com certeza estamos estudando o adversário, o Cuca já está separando as principais jogadas do Once Caldas, temos que nos precaver ao longo da competição e nada como ver os tapes da equipe para conhecê-la um pouco melhor”, contou o camisa 1 ao site oficial do clube.

Dos seis jogos já disputados pelo clube celeste no torneio sulamericano, Fábio tomou apenas um gol, mas em partida com mando de campo do time azul. Foi na vitória por 6 a 1 sobre o Tolima, também da Colômbia, na Arena do Jacaré.

Veja os jogos que o Cruzeiro já disputou como visitante na Libertadores 2011:

02/03 – Deportes Tolima 0 x 0 Cruzeiro – Ibagué-COL
30/03 – Guarani-PAR 0 x 2 Cruzeiro – Assunção-PAR
13/04 – Estudiantes LP 0 x 3 Cruzeiro – La Plata-ARG

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Sergio Ramos deixa taça cair e ônibus passa por cima

Se não bastasse a um clube da grandeza do Real Madrid ter que aguentar três anos sem títulos, sendo que há 18 a principal equipe da capital não conquistava a Copa do Rei da Espanha, quase perdeu a taça levantada nesta terça-feira, após bater o rival Barcelona, por 1 a 0, na final.

Durante a comemoração do time, o defensor Sergio Ramos deixou a taça cair, enquanto comemorava o título - e o fim do jejum - com os demais jogadores do clube, de cima do ônibus, que passou por cima.

Perguntado sobre o incidente, o camisa 4 respondeu à rede de televisão Telemadrid: "A taça caiu, mas está bem".

Assista ao vídeo da cena cômica protagonizada por Sergio Ramos:

Cruzeiro já caiu nas oitavas para time colombiano
 
Cuca terá a chance de eliminar seu algoz de 2004 - Crédito: Washington Alves/VIPCOMM

Após sete anos, o Cruzeiro enfrentará um time da Colômbia nas oitavas-de-final da Copa Libertadores, pela segunda vez na história. No entanto, o único confronto, até então, entre o clube celeste e um adversário daquele país, nesta mesma fase, não traz boas lembranças à equipe mineira.

Na Libertadores de 2004, o Cruzeiro caiu exatamente nas oitavas-de-final após perder, nos pênaltis, para um time da Colômbia. Naquele ano, a Raposa perdeu o jogo de ida, por 1 a 0, para o Deportivo Cali, no país vizinho, e venceu o jogo de volta, por 2 a 1, no Mineirão, levando a decisão para os pênaltis. O regulamento daquela época não considerava, como critério de desempate, os gols marcados como visitante e nas penalidades, o time colombiano venceu por 3 a 0.

No mesmo ano, o Once Caldas, que será o adversário do Cruzeiro nas oitavas-de-final da Libertadores 2011, eliminou o técnico Cuca da competição. Em 2004, o atual treinador do clube celeste comandava o São Paulo e caiu na semifinal após empatar, sem gols, no jogo de ida, no Morumbi, e perder, por 2 a 1, no estádio Palogrande, em Manizales-COL.

Naquela campanha, o time colombiano também superou o Santos de Robinho, Diego e Elano nas quartas-de-final e conquistou sua única taça da Libertadores batendo o Boca Juniors na final.

Vantagem celeste

Para tranquilizar os cruzeirenses, a Raposa tem uma ligeira vantagem contra adversários da Colômbia em confrontos válidos pela Copa Libertadores. Foram oito jogos, com quatro vitórias, um empate e três derrotas, aproveitamento de 54,16%. O clube celeste marcou 14 gols e sofreu nove.

Já com informações do site oficial do Cruzeiro, o clube mineiro enfrentou o Once Caldas em uma única oportunidade e venceu com uma chuva de gols. Jogando na cidade de Manizales, onde o adversário celeste costuma mandar suas partidas, a Raposa ganhou um amistoso entres as equipes, por 5 a 2, em 1994.

Confira, abaixo, todos os confrontos do Cruzeiro contra adversários colombianos na Libertadores:

1975 – Primeira fase

Deportivo Cali 1 x 0 Cruzeiro – Cali
Atlético Nacional 1 x 2 Cruzeiro – Medellín
Cruzeiro 2 x 3 Atlético Nacional – Belo Horizonte
Cruzeiro 2 x 1 Deportivo Cali – Belo Horizonte

2004 – Oitavas-de-final

Deportivo Cali 1 x 0 Cruzeiro – Cali
Cruzeiro 2 x 1 Deportivo Cali – Belo Horizonte
(0 x 3 na decisão por pênaltis)

2011 – Primeira fase

Deportes Tolima 0 x 0 Cruzeiro – Ibagué
Cruzeiro 6 x 1 Deportes Tolima – Sete Lagoas

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Após falha, ex-treinador do Tottenham pede a saída de Gomes

No entanto, o goleiro brasileiro conta com o apoio do atual técnico Harry Redknapp


Em vão, Gomes se estica todo para tentar se recuperar da falha no gol de Cristiano Ronaldo - Foto: AP

Segundo a versão on-line do jornal inglês “The Sun”, o ex-treinador do Tottenham, David Pleat, que regularmente assina uma coluna no periódico “The Guardian”, do mesmo país, teria pedido a saída de Gomes, após a falha do goleiro no gol de Cristiano Ronaldo, o único da vitória do Real Madrid – 5 a 0 no placar agregado –, no jogo de volta das quartas-de-final da Liga dos Campeões da Europa, e culminou com a desclassificação dos Spurs.

“O erro dele foi terrível. Nós vemos a rapidez com que os grandes treinadores, como Alex Ferguson (há 25 anos à frente do Manchester United), dispensam seus goleiros quando eles não estão bem. Gomes é um goleiro irregular, que dará muita dor de cabeça a Harry”, teria dito Pleat.

Mas o goleiro brasileiro tem o total apoio do seu treinador Harry Redknapp: “Foi um erro e um gol decepcionante de admitir, mas eu não vou culpar o goleiro, que tem sido ótimo para mim desde que eu assumi o comando do time”, falou.

“Gomes cometeu um erro raro, mas acontece. Ele já fez defesas fantásticas para nós nesta temporada, não posso me queixar”, completou Redknapp.

Fim do sonho londrino

A final da Liga dos Campeões da Europa é sempre disputada em jogo único e este ano será realizada em Londres, no estádio de Wembley, dia 28 de maio. Porém com a desclassificação do Tottenham, na quarta-feira, e do Chelsea, um dia antes, a esperança da capital inglesa de ver um de seus clubes conquistar, pela primeira vez, o principal título do continente, foi por água abaixo mais uma vez.

Para consolar a Terra da Rainha, resta o Manchester United, único time inglês entre os quatro finalistas da competição. Mas para chegar à semifinal, a equipe comandada por Alex Ferguson, teve que eliminar justamente um clube londrino na fase anterior, o Chelsea.
Thiago Ribeiro, Wallyson e Gilberto marcam os primeiros gols do Cruzeiro sobre o Estudiantes, na condição de visitante

Thiago Ribeiro marcou o primeiro gol da história do Cruzeiro contra o Estudiantes na Argentina - Crédito: Washington Alves/VIPCOMM

Cruzeiro e Estudiantes já se enfrentaram em quatro oportunidades na Argentina, sempre na cidade de La Plata. Só a primeira foi disputada no estádio Jorge Hirschi, pela Supercopa, em 1994. Todos os outros três confrontos foram válidos pela Libertadores e realizados no estádio Ciudad de La Plata. No entanto, até a vitória desta quarta-feira, por 3 a 0, o clube brasileiro nunca havia vencido a equipe argentina e tampouco havia balançado as redes do adversário jogando fora do país.

Com o resultado positivo, a Raposa terminou a fase de grupos invicta, chegando ao total de 16 pontos, não podendo ser alcançada por nenhuma outra equipe. Por ter feito a melhor campanha na primeira fase, a equipe celeste decidirá todos os seus confrontos nos mata-matas finais em casa.

Ao final da partida, os jogadores do Cruzeiro e o técnico Cuca dedicaram a vitória a Santino, filho caçula de Montillo, de apenas um ano, que passou por uma cirurgia no coração na manhã desta quarta-feira.

“A homenagem é para ele. Oferecemos essa vitória a ele e ao filhinho, Santino”. disse o treinador ao site oficial do clube.

Confira, abaixo, as fichas de todos os quatro confrontos entre Estudiantes e Cruzeiro na Argentina:

ESTUDIANTES 1 x 0 CRUZEIRO
Motivo: primeiro jogo das quartas-de-final da Supercopa
Data: 5 de outubro de 1994
Cidade: La Plata - Argentina
Estádio: Jorge Hirschi
Árbitro: Epifanio Gonzales (PAR)
Assistntes: Efigênio Verdun (PAR) e Juan Ortiz (PAR)
Gol: Pariz, 28 do 2º tempo
Cartões amarelos: Llop, Pratola, Squadroni (E); Toninho Cerezo, Edenilson, Luisinho (C)
Estudiantes: Bossio, Rojas, Pratola, Llop, Squadroni, Pariz, Martinez, Verón, Capria (Soza), Mendez, Ferreira (Armentano)
Técnico: Eduardo Manera.
Cruzeiro: Dida, Zelão, Rogério, Luisinho, Nonato, Ademir (Jorge Luiz), Douglas, Toninho Cerezo, Macalé, Cleison, Roberto Gaúcho (Edenilson)
Técnico: Palhinha

ESTUDIANTES 4 X 0 CRUZEIRO
Motivo: jogo de volta da fase de grupos da Copa Libertadores
Data: 8 de abril de 2009
Cidade: La Plata - Argentina
Estádio: Ciudad de La Plata
Árbitro: Roberto Silvera (URU)
Assistentes: Miguel Nievas (URU) e Carlos Pastorino (URU)
Gols: Verón, aos cinco, Fernández, aos 32 minutos do 1º tempo; Sánchez Prette, aos 28 e aos 32 minutos do 2º tempo
Cartões amarelos: Verón, Desábato (E); Jonathan, Ramires, Bernardo (C)
Estudiantes: Andújar; Angeleri, Cellay, Desábato e Iberbia; Pérez, Braña, Verón (Sánchez Matías) e Benítez; Fernández (Calderón) e Boselli (Sánchez Prette)
Técnico: Alejandro Sabella
Cruzeiro: Fábio; Jancarlos (Elicarlos), Leonardo Silva, Thiago Heleno e Jonathan (Bernardo); Fabrício, Marquinhos Paraná, Henrique e Ramires; Gerson Magrão e Wellington Paulista (Soares)
Técnico: Adilson Batista

ESTUDIANTES 0 X 0 CRUZEIRO
Motivo: primeiro jogo da final da Copa Libertadores
Data: 8 de julho de 2009
Cidade: La Plata - Argentina
Estádio: Ciudad de La Plata
Árbitro: Jorge Larrionda (URU)
Assistentes: Pablo Fandiño (URU) e Mauricio Espinosa (URU)
Cartões amarelos: Benítez, Schiavi, Desábato (E); Wagner, Gerson Magrão, Kléber, Wellington Paulista(C)
Estudiantes: Mariano Andújar; Christian Cellay, Rolando Schiavi, Leandro Desábato, Germán Ré; Enzo Pérez, Rodrigo Braña, Juan Sebastián Verón, Leandro Benítez (Maximiliano Núñez); Gastón Fernández (Juan Manuel Salgueiro) e Mauro Boselli
Técnico: Alejandro Sabella
Cruzeiro: Fábio; Jonathan, Leonardo Silva, Anderson, Gerson Magrão (Fabinho); Henrique, Marquinhos Paraná, Ramires, Wagner; Kléber e Wellington Paulista
Técnico: Adilson Batista

ESTUDIANTES 0 X 3 CRUZEIRO
Motivo: jogo de volta da fase de grupos da Copa Libertadores
Data: 13 de abril de 2011
Cidade: La Plata - Argentina
Estádio: Ciudad de La Plata
Árbitro: Roberto Silvera (URU)
Assistentes: Mauricio Espinosa (URU) e Miguel Nievas (URU)
Gols: Thiago Ribeiro, aos 10, Wallyson, aos 46, do 1º tempo; Gilberto, aos 37, do 2º tempo
Cartões amarelos: Pereyra, Leandro Benítez (E); Pablo, Mauricio Victorino (C)
Estudiantes: Agustín Orion; Gabriel Mercado (Federico Fernández), Facundo Roncaglia, Germán Ré, Nelson Benítez; Maximiliano Núñez, Darío Stefanatto (Leandro Benítez), Gabriel Peñalba, Pablo Barrientos; Gastón Fernández (Leandro González) e Juan Pablo Pereyra
Técnico: Eduardo Berizzo
Cruzeiro: Fabio; Pablo, Gil, Mauricio Victorino, Gilberto; Marquinhos Paraná, Henrique, Leandro Guerreiro, Roger (Everton); Thiago Ribeiro (Ernesto Farías) e Wallyson (Ortigoza)
Técnico: Cuca

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Rivais mineiros tem as melhores médias de gols entre os times da Série A

Corinthians é o lanterna do ranking


Líder e vice-líder do Campeonato Mineiro, Cruzeiro e Atlético-MG, nesta ordem, também aparecem nos dois primeiros postos no ranking de média de gols, que inclui todos os 20 clubes que disputarão a Série A do Campeonato Brasileiro este ano. Terceiro colocado no Campeonato Paulista e sem conseguir a vaga para a fase de grupos da Copa Libertadores, o Corinthians é o último colocado.

Levando em consideração apenas as partidas oficiais, já realizadas até a publicação desta reportagem, pelas equipes que integram a elite do futebol brasileiro em 2011, o Cruzeiro é o time que tem a melhor média de gols, seguido de perto pelo arquirrival Atlético-MG.

Em 15 partidas disputadas este ano, a Raposa balançou as redes adversárias em 45 oportunidades, alcançado uma média de três gols por jogo. Já o tradicional rival aparece logo atrás, com média pouco inferior, de 2,9. Em 2011, o Galo anotou 35 tentos em 12 confrontos.

Na última posição está o Corinthians, com apenas 1,57 de média. Em 19 partidas, o Timão marcou 30 gols, todos pelo Campeonato Paulista, uma vez que passou em branco nos dois jogos contra o Tolima-COL, quando as equipes disputaram uma vaga para a fase de grupos da Libertadores.

Gols feitos

Quando o assunto é a quantidade de gols, três times do sul detem o maior poder de fogo. Coritiba, Grêmio e Atlético-PR balançaram as redes adversárias por 60, 50 e 46 vezes, respectivamente. Líder de média de gols por jogo, o Cruzeiro aparece na quarta posição dessa vez, ao lado do Ceará, que disputou sete jogos a mais do que a equipe mineira.

Já o Corinthians continua mal. O alvinegro conquistou apenas uma posição em relação ao ranking de média de gols e está na vice-lanterna. O clube paulista é melhor apenas do que o América-MG, que não disputa a Copa do Brasil deste ano, tendo marcado todos os seus 19 gols no campeonato estadual.

terça-feira, 22 de março de 2011

A pedidos

A pedidos do amigo Hailton, o Hailton do Bar, uma homenagem a Ronaldo Fenômeno, que encerrou sua brilhante carreira nos gramados, em fevereiro deste ano.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O "Carrossel Azul" de Cuca

A estreia do Cruzeiro, ontem, na Libertadores 2011 chamou a atenção não só pela goleada de 5 a 0 sobre o campeão argentino Estudiantes, mas também pela nova formação tática do time, que lembrou o Botafogo – que chegou a liderar o Brasileirão de 2007 –, também treinado por Cuca.

Na teoria, a Raposa parecia ir a campo sem surpresas no seu esquema, mas com muitas novidades em relação ao time que vinha jogando até então. O zagueiro uruguaio Mauricio Victorino, principal contratação do clube nesta temporada, fazia sua estreia na vaga de Leo; Gilberto foi deslocado para a lateral esquerda substituindo Diego Renan, para dar lugar a Roger no meio-de-campo; Marquinhos Paraná, recuperado de uma torção no tornozelo esquerdo, recuperou o posto que foi de Leandro Guerreiro nos dois últimos jogos; e Wallyson jogou pela primeira vez como titular, deixando Thiago Ribeiro no banco.

Mas na prática, o Cruzeiro atuava em uma nova formação: 3-4-2-1. Pablo, Victorino e Gil eram os zagueiros, com o uruguaio centralizado. Henrique e Marquinhos Paraná eram os volantes, que desconstruíam as tentativas de armação do Estudiantes e iniciavam com velocidade, principalmente com o camisa 8, os ataques celestes. Gilberto era o ala pela esquerda, e Wallyson, pela direita, fazia o que em Portugal se chama “médio-ala”, e pode ser explicado por ter uma função um pouco mais ainda ofensiva do que o típico ala conhecido no Brasil. Isolado na frente estava Wellington Paulista, que mesmo tendo finalizado pouco, foi bem taticamente, ao abrir espaço para as chegadas de Roger, Montillo e o próprio Wallyson – como no primeiro gol do argentino, quando o time celeste apareceu na área adversária com três atacantes e apenas um defensor para marcá-los.

Esse esquema é bem parecido com aquele que o próprio Cuca adotou, quando treinava o Botafogo em 2007 e ficou conhecido como “Carrossel Alvinegro”, em alusão ao grande time holandês, liderado por Cruijff, finalista da Copa do Mundo de 1974.

A diferença do time carioca daquele ano para o Cruzeiro de ontem era que o falso lateral, Luciano Almeida, que ajudava a compor o trio de zagueiros e o atacante, Jorge Henrique, que atuava como o “médio-ala”, da equipe alvinegra, jogavam pelo lado esquerdo do campo. Pablo e Wallyson apareceram pela direita, no novo (velho) “Carrossel Azul” de Cuca, como pode ser visto na ilustração abaixo:


Ao contrário do Cruzeiro na partida contra o Estudiantes, o falso lateral e o "médio-ala" do Botafogo de 2007 estavam do lado esquerdo.

Confira mais sobre os “carrosséis” de Cuca, na reportagem de Thiago de Castro e Daniel Hott, com comentários de Mauro Beting, no jornal esportivo Lance!, desta sexta-feira.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

ADEUS AO FENÔMENO


Chega ao fim a carreira de um dos maiores jogadores de todos os tempos, dono de um carisma espetacular, de personalidade forte e oportunismo de gênio, comparado somente a Gerd Müller, Just Fontaine e Rummenigge. Aos 34 anos, Ronaldo certamente deixará saudades aos fãs do futebol, aos ídolos da música e da poesia e aos críticos do esporte. Afinal, poucos atletas renderam tantas discussões (positivas ou negativas) sobre a arte de jogar e conduzir a bola com os pés ou com a cabeça.

Muitas gerações de garotos compreenderam a arte do futebol ao ver Ronaldo brilhar nos campos do Brasil, da Espanha, da Holanda e da Itália. O Fenômeno não se tornou apenas um ídolo futebolístico, mas uma personalidade, cujos costumes, dicas e ações deveriam ser seguidos à risca. Seus 15 gols em Copas do Mundo não foram apenas um recorde, mas um marca que certamente será batida apenas por outro ídolo da modernidade.

O jogador tem no currículo várias conquistas importantes no país: duas Copas do Mundo, duas Copas América, dois campeonatos espanhóis, um Mundial Interclubes... Ronaldo sempre soube responder as críticas à altura. Quando o problema no joelho direito quase o fez parar de jogar em 2000 durante um partida entre Lázio e Internazionale, pela Copa da Itália, ninguém apostaria que pouco tempo depois ele estaria no Japão erguendo mais um título mundial pela Seleção Brasileira. O dia 30 de julho de 2002 consagrou o brilhante goleador como um dos maiores jogadores tupiniquins da história, comparado somente a gênios como Pelé, Romário, Zico, Roberto Dinamite, Zizinho, Vavá e Rivaldo.

O atacante sempre teve problemas com a balança. Seu peso já provocou polêmica com o então presidente Lula durante a Copa de 2006. Aliás, esse mundial é para ser esquecido, pois foi o único que o fiasco falou mais alto na bela carreira do Fenômeno.

Problemas físicos não são novidade na carreira de belos jogadores. O maior nome da história da Holanda, Marco Van Basten, se aposentou precocemente aos 30 anos, em 1995, depois que teve complicações no tornozelo direito. Quem não se lembra de Roberto Baggio, que perdeu o pênalti na decisão na Copa de 1994? Ficou muito parado devido ao rompimento dos ligamentos do joelho direito. E sem contar o polivalente Tostão, que deixou os gramados aos 26 anos, depois que uma bola chutada por um zagueiro corintiano foi desviada em seu olho.

O hipotireoidismo é a baixa produção de hormônios pela tireoide. Os principais sintomas são cansaço, depressão e ganho de peso. "Há quatro anos fiz um exame no Milan que constatou que essa lesão. Eu precisava tomar hormônios, mas não podia porque seria pego no doping. Alguns de vocês agora devem estar arrependidos de fazer tanta chacota com meu peso, mas não guardo mágoa. Só queria explicar isso no ultimo dia da minha carreira", disse o camisa 9, quando foi às lágrimas.

Quarto maior artilheiro com a camisa verde-amarela, o Fenômeno certamente terá um jogo de despedida à altura de seus gols e dribles. Mas as imagens deixadas ao longo da sua carreira, nas Copas que disputou e nos gramados que esteve, sempre ficarão guardadas na memória dos torcedores que admiravam sua carreira!

sábado, 15 de janeiro de 2011

Parceria entre Vitória e Mandate Corporation evitou que clube baiano perdesse mais uma jovem promessa

Na última sexta-feira (14) o site Olheiros.net trouxe à tona mais dois casos de um assunto que tem complicado a vida de clubes brasileiros. Segundo a publicação, seduzidos por promessas de empresários, dois garotos do Vitória (BA) simplesmente não se reapresentaram para os trabalhos da temporada 2011. O atacante Carioca e o volante Uelisson, destaques da equipe rubro-negra campeã da Copa Brasil sub-15, desapareceram. E por pouco o clube baiano não perdeu mais um atleta. O jovem Alex, da categoria 95, também foi sondado por empresários que queriam tirar o garoto do time, deixando o Vitória na mão em mais uma situação. Graças ao trabalho do agente Luiz Rocha e uma parceria com o clube, Alex permaneceu na equipe de Salvador.

O volante foi o grande destaque do Vitória na última Copa Brasil e despertou o interesse de outros clubes do futebol nacional. Por ser um atleta de muita qualidade técnica, a equipe baiana temeu por perder sua grande revelação, mas felizmente a situação foi resolvida com trabalho e ética. Ao contrário dos seus dois ex-companheiros, Alex poderá dar sequência de forma tranquila ao desenvolvimento técnico, tático e psicológico dado pelo Rubro-Negro sem precisar se preocupar com o trauma de uma transferência forçada aos 15 anos de idade. Portanto, a situação se tornou benéfica para todas as partes envolvidas no processo de formação da jovem promessa.

Na contramão da estratégia atual adotada por procuradores de jogadores, a Mandate Corporation tem apostado na confiança, na seriedade e na ética para mudar o quadro. A empresa de agenciamento esportivo fechou no último mês um acordo de confiança com o Vitória, garantindo que o garoto permanecesse no clube que o formou. Esta tem sido a tônica da agência, que quer contribuir com o bom trabalho nas categorias de base das agremiações brasileiras. Com isso, a Mandate deixou o caminho aberto para que o Rubro-Negro pudesse dar continuidade no projeto de formação do jovem Alex.

Ambos os lados da história acima descrita ficaram satisfeitos com o desfecho da parceria e com a seriedade apresentada na assinatura do acordo:

“Essa parceria com o Luiz Rocha e com a Mandate Corporation, que foi feita no caso do Alex, é de suma importância para o Vitória e para o futebol brasileiro. Foi fundamental o ocorrido para que pudéssemos ver e sentir que existem pessoas sérias e que reconhecem o trabalho de preparação e investimento do clube. O Vitória precisa de parceiros sérios, como foi o Luiz Rocha neste caso”, analisou Epifânio Carneiro Filho, diretor das divisões de base do clube baiano.

"É preciso trabalhar com transparência e na busca constante de ser um parceiro do clube. Temos de reconhecer sempre o trabalho de formação, o investimento e a capacidade técnica e estrutural dessas agremiações. Esse é o objetivo da Mandate e é importante evitar que os times formadores percam jogadores da maneira como vem ocorrendo”, destaca Luiz Rocha, agente Fifa e CEO da Mandate Corporation.

Segundo a publicação do Olheiros.Net, o Vitória tem sofrido constantemente com a situação de perder jovens talentos e já admite a possibilidade de abolir as categorias abaixo de 16 anos. Casos como o dois garotos do Rubro-Negro têm sido constantes no futebol brasileiro e os clubes passam a se preocupar cada vez mais nas escolhas de empresas parceiras. Recentemente o Cruzeiro se mostrou indignado com a atitude da Traffic de aliciar menores, tirando-os das agremiações de origem. Segundo Zezé Perrella, presidente do clube mineiro, o atacante Aguilar ficou no time infantil da Raposa durante quase um ano e meio, e depois foi sacado da equipe pelo grupo Traffic, que o transferiu na sequência para o Desportivo Brasil.

Staff Mandate Corporation

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Bancos privados da Espanha investem em esporte para atingir mercado global

O investimento em ações voltadas para o ramo esportivo tem sido fundamental para os dois bancos particulares mais importantes da Espanha ganharem espaço como marcas globais. BBVA e Santander fazem jus à importância dos esportes e adotam estratégias de muita força, principalmente no mercado internacional. (Veja detalhes na apresentação abaixo ou no Slideshare)
O BBVA aposta nos naming rights da Liga Espanhola de futebol e no acordo fechado em 2010 com a NBA, tornando-se o banco oficial da maior competição de basquete do mundo. O acordo em ‘La Liga’ rende excelente visibilidade ao BBVA, já que todas as ações que envolvem o campeonato mencionam o nome do sponsor máximo. O site, as entradas na TV e qualquer citação casual da La Liga BBVA traz um retorno interessante ao banco de Bilbao.
A ideia de investir na famosa liga americana foi fazer frente à visibilidade do Santander em diferentes mercados. Em nota oficial o banco afirma que o acordo de patrocínio com a NBA também inclui o programa de Responsabilidade Social "da NBA Cares", a WNBA e a NBA Development League (D-League).
Por outro lado, o concorrente investe diretamente na Fórmula 1 desde a temporada 2007 e garante presença com ações em vários GPs. O patrocínio principal na categoria começou na Vodafone McLaren Mercedes e migrou para a Ferrari em 2010. No mesmo ano, o grupo Santander foi o patrocinador principal do GP da Inglaterra, Alemanha e Itália, e teve forte presença nos GPs da Espanha, da Europa e do Brasil. Além disso, o espanhois ainda têm contrato com os ferraristas Fernando Alonso e Felipe Massa. Outra fator importante é a manutenção do acordo com os pilotos da McLaren, ampliando a atuação da marca no Reino Unido.
No futebol, o Santander se garante como detentor dos naming rights da Libertadores, além de um patrocínio importante para a Copa América de 2011. O grupo criou uma plataforma que tem Pelé como garoto propaganda e espera consolidar cada vez mais o mercado da América Latina, ampliando sua força através esportes. A campanha conta ainda com o “Quinteto Mágico Santander” formado por Diego Lugano (Uruguai), Andrés Guardado (México), Juan Sebastián Verón (Argentina), Gary Medel (Chile) e Luis Fabiano (Brasil).


segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Em carta ao povo baiano, Ramon Menezes anuncia sua saída do Vitória

De cabeça baixa, Ramon Menezes veste pela última vez a camisa do ex-clube, na partida contra o Atlético-GO, que decretou o rebaixamento do Vitória à Serie B. | Foto: Felipe Oliveira
O meio-campista de 38 anos, que desde 2008 defendia o rubronegro em sua segunda passagem, alega que o motivo foi a falta de interesse da direção do clube em sua permanência.

O jogador aproveita para agradecer ao povo baiano, aos torcedores do Vitória e ex-companheiros e funcionários do clube. Ramon Menezes também lamenta o rebaixamento do time na última temporada, mas acredita no retorno do Leão à elite.

Com a camisa do Vitória em 2010, Ramon Menezes foi campeão baiano e vice da Copa do Brasil, foi eliminado da primeira fase da Copa Sulamericana pelo Palmeiras e rebaixado no Campeonato Brasileiro na última rodada, após empate sem gols com o Atlético-GO.

Abaixo, você pode ler a carta na íntegra:

“Rio de Janeiro, 02 de janeiro de 2011,

“É com enorme pesar que me dirijo a vocês para comunicar minha saída do Vitória. Pesar porque é um clube pelo qual tenho muito carinho e admiração. Infelizmente não conseguimos permanecer na Série A do Campeonato Brasileiro de 2010 e minha intenção era continuar na equipe para a temporada de 2011 e ajudar o Vitória a retomar o seu lugar, o que acredito que irá acontecer. Na conversa com a direção do clube, vi que não era do interesse deles a minha permanência.

“Agradeço à direção do Vitória e em especial ao Alex Portela, diretor que me abriu novamente as portas do clube. Essa minha segunda passagem pelo Vitória serviu para reafirmar meu carinho e gratidão pelo clube.

“Ao povo baiano, também meu cordial abraço e desejo de muitas alegrias e conquistas. Agradeço aos torcedores do Vitória e também aos adversários que sempre me trataram com muito carinho e respeito.

“Confesso minha imensa gratidão ao estado da Bahia, pois vivi grandes momentos, fiz ótimas, verdadeiras e duradouras amizades e saio com tristeza, mas essa é a vida de um atleta profissional.

“Aos companheiros de clube, todos os funcionários, profissionais da imprensa e pessoas com as quais tive a oportunidade de me relacionar deixo o meu agradecimento e desejo de dias melhores.

“Enfim, obrigado de coração ao povo baiano por todos os momentos especiais que pudemos compartilhar.

“Com os sinceros desejos de felicidades,
um grande abraço do amigo
Ramon Menezes”

domingo, 26 de dezembro de 2010

O fantástico Liverpool, Kenny Dalglish e histórias não contadas no Brasil

Antes do boom midiático da década de 90, feitos importantes de grandes jogadores não ganharam o destaque merecido. Com isso as histórias de muitos deles seguem afastadas de quem gosta de futebol no Brasil, principalmente aquelas relacionadas à Inglaterra. Os acontecimentos do esporte inglês ainda são incógnitas, já que as contratações e a cultura por lá demoraram a criar uma relação mais próxima com nosso país. Nessa linha, o tetra da Liga dos Campeões (77,78,81 e 84) do brilhante Liverpool, três deles comandados pelo craque Kenny Dalglish, passa longe de ser uma narrativa de sucesso por aqui.

Apesar de ter sido um time distante dos holofotes brasileiros, os Reds marcaram história na Europa e Dalglish é praticamente um mito no clube. O ex-atacante foi um fora de série em todos os sentidos e até hoje é referência para os garotos formados nas divisões de base do Liverpool. O escocês começou a carreira no Celtic e brilhou na equipe da sua cidade natal por oito temporadas. Após um sucesso estrondoso em Glasgow, Dalglish foi para a Inglaterra mudar a história dos Reds. Conseguiu seis Campeonatos Ingleses, uma FA Cup, cinco Charity Shield, três Copas dos Campeões da Europa e quatro Copas da Liga, além de finais de Mundial, vices da Liga local e brilhantes temporadas nas competições continentais.

Apresentou aos europeus um futebol vistoso, elegante, de grande objetividade e com troféus que fazem inveja a muitos ‘ídolos’ por aí. Dalglish carrega ainda uma situação interessante de ter sido jogador/treinador durante algumas temporadas, levando o time, dentro e fora de campo, a conquistas importantes. Na inusitada função, conseguiu sete títulos com o Liverpool, sendo três títulos da Liga, aumentando ainda mais sua notoriedade.

A brilhante campanha como profissional do esporte fez dele integrante do Fifa 100 (125 melhores jogadores do século XX), membro da Ordem do Império Britânico, homenageado no Hall da Fama do futebol inglês e primeiro a ganhar o prêmio de personagens importantes na história do Liverpool. Apesar disso, Dalglish segue praticamente um desconhecido no Brasil.

Após fazer bons trabalhos no comando de Blackburn Rovers e Newcastle United, e uma tentativa frustrada no Celtic, o escocês recebeu a maior homenagem da carreira ao ser chamado de volta ao Liverpool para coordenar as divisões de base e ser embaixador do clube. No programa ’50 maiores jogadores de todos os tempos’, exibido no Brasil pela ESPN em 2009, Dalglish é retratado como lenda e referência absoluta para jogadores, dirigentes e torcedores dos Reds. O craque também brilhou ao criar ao lado de sua esposa o Marina Dalglish Appeal, instituição que promove campanhas arrecadando recursos para o combate ao câncer de mama, mostrando mais uma vez a origem de tanto prestígio na Inglaterra.

Por diversos fatores, craques das décadas de 60, 70 e 80, que tinham capacidade técnica incrível e conquistaram títulos muito importantes, são praticamente desconhecidos, mesmo daqueles que são apaixonados por futebol. O mercado atual do futebol e a exposição dos jogadores fazem naturalmente com que profissionais medianos virem celebridades em outros países. É comum ver garotos sul-americanos, africanos ou asiáticos que sabem a escalação completa de Real Madrid, Barcelona, Milan e Manchester, por exemplo.