segunda-feira, 29 de setembro de 2008

A Ferrari toma a cena de novo...

É impressionante o grande número de adversários que o piloto Felipe Massa tem na luta pelo título mundial de pilotos: Lewis Hamilton, Kimi Raikkonen, os demais pilotos e a própria equipe Ferrari. O brasileiro vive o seu melhor momento da carreira em que tem chances reais de fazer história da Fórmula 1, assim como Emerson Fittipaldi, Airton Senna e Nelson Piquet.

Mas seus concorrentes insistem em derrubá-lo. Principalmente a própria equipe Ferrari. Novamente, a equipe apresentou falha grave complicando a situação de Massa em um campeonato marcado pelo equilíbrio.

Tudo isso foi no Grande Prêmio de Cingapura, primeira corrida noturna da história da categoria. Felipe Massa conquistou a pole position, largou maravilhosamente bem, deu várias voltas rápidas e conseguiu boa diferença em relação à Lewis Hamilton, o segundo colocado. Tudo isso até o pit stop, quando tudo foi jogado fora.

A questão a ser analisada é se foi um erro do mecânico que controlava a bomba de combustível ou do que segurava o dispositivo luminoso que determinava a saída do piloto do boxe. O júri ainda debate. Besteiras a parte, a Ferrari praticamente jogou fora o campeonato de Massa.

Se não bastasse isso, o brasileiro ainda tem de enfrentar a habilidade de Hamilton, adversário direto na luta pelo título, a inveja de Kimi Raikkonen e as trapalhadas de outros pilotos que de certa forma o prejudica. Como, por exemplo, o acidente de Nelsinho Piquet que forçou a entrada do Safity Car na pista, começando a triste história do domingo.

Caso tenha uma recuperação destacada, a ponto de levar a decisão do título para o GP do Brasil, em São Paulo, última etapa da categoria, o piloto terá salvado o ano de uma equipe milionária, mas levada ao fracasso.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Lula X Julio César

Muito feia a atitude do goleiro da Seleção Brasileira, Julio César, de mandar "o presidente Lula renunciar ao cargo e ser presidente da Argentina". A crise começou após o presidente criticar a falta de determinação dos jogadores do Brasil nos Jogos Olímpicos e, ao mesmo tempo, elogiar os argentinos, principalmente Messi.

Qualquer brasileiro tem o direito - e o dever - de criticar a Seleção Brasileira, já que todos eles têm razão. Pelo futebol pobre que o time vem demostrando e pela falta de compromisso e empenho, ninguém estaria errado ao afirmar que o Brasil está longe dos melhores dias em seu esporte mais popular.

Principalmente o presidente Lula! Como chefe-maior do país, tem a obrigação de exigir atitude dos jogadores brasileiros, tão famosos em seus clubes e humilhados na seleção.

E deve ser respeitado também. Uma vez que qualquer pessoa pode remeter críticas ao governo, cumprindo a liberdade de expressão garantida pela Constituição Federal, o presidente também pode emtir suas opiniões, mesmo que sejam contrárias ao modo de pensar da maioria.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Empresários dominam futebol

Assim como a Fórmula 1, o futebol é outro esporte que foi praticamente engolido pelo Capitalismo. Grandes empresários de todo mundo o transformam em disputas por mercados de jogadores, aparelhos de concorrência e mecanismos de lucro das organizações. Como se explica a aquisição dos direitos federativos do atacante Robinho pelo modesto Manchester City?

O brasileiro é um dos melhores jogadores da atualidade. Esbanja determinação, habilidade e empenho, exibindo pura arte ao jogar. Apresenta grandes chances de ser o futuro melhor jogador do mundo da Fifa.

Só mesmo uma elevada quantia de 42 milhões de euros (cerca de R$100 milhões) para tirar Robinho do Real Madrid, seu ex-clube. Quem adquiriu o passe foi um grupo de empresários ligados ao milionário Abu Dhabi, que comprou ontem o Manchester City. O atacante desejava ir para o Chelsea, de Luís Felipe Scolari, mas o clube inglês não chegou ao acordo quanto ao valor da oferta.

Comprova-se então a globalização do futebol. O time inglês é modesto em seu país, já que ganhou apenas dois títulos nacionais e quatro copas da Inglaterra, esta que contabilizou o seu último título de expressão, há 40 anos (1968/1969). Porém, tem um grande empresário em seu comando que não economizará dinheiro para contratar jogadores de diferentes nacionalidades, a fim de montar uma boa equipe. Tudo isso para acabar com o jejum de títulos.

O craque brasileiro, mesmo jogando na Inglaterra não terá a mesma visibilidade que antes tinha no Real Madrid. O time espanhol, repleto de craques, tem boa repercussão na mídia, fato que o Manchester não tem. Além disso, o sonho do brasileiro em se tornar o melhor jogador do mundo da Fifa – assim como Romário, Ronaldo, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho e Kaká – ficaria distante.

Robinho, que jogará com a camisa 10, como no Real Madrid, terá a companhia de outros brasileiros no time inglês: Elano, que veio na última temporada e Jô, contrato junto ao CSKA, da Rússia.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Era uma vez, Dunga!

Dunga emprega um discurso eufêmico para tentar convencer o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, e a nação brasileira de que o importante é ter vindo de Pequim com uma medalha conquistada. A medalha de bronze, porém não apaga o vexame dado pelo Brasil nas Olimpíadas. E o pior de tudo foi que a Argentina ganhou a medalha de ouro, num show de bola de Mascherano, Riquelme, Messi, Agüero e Cia.

Enquanto isso, Dunga insistiu num futebol burocrático e pobre, apesar de contar com craques que jogam em grandes times da Europa. Anderson, Lucas e Diego não conseguiram mostrar o verdadeiro futebol que os consagraram em gramados europeus. Alexandre Pato ainda ganhará experiência internacional, já que nas Olimpíadas ficou somente às sombras dos talentos argentinos. E Ronaldinho Gaúcho parece ter encerrado a carreira prematuramente, após uma fase ruim no Barcelona. Apenas passeou em Pequim. Dunga realmente foi um fracassado.

O treinador usa como defesa (ou desculpas, no caso) o fato de ter preparado a seleção olímpica somente por 15 dias – não tendo tempo suficiente para dar entrosamento e padrão de jogo – e o fracasso de Vanderlei Luxemburgo em Sydney em 2000, eliminado por Camarões. Aliás, a situação de Dunga se equipara à vivida pelo atual técnico do Palmeiras. A seleção vinha mal nas eliminatórias, ficando fora das primeiras posições, com derrota vergonhosa para o Chile. Além disso, enfrentava problemas particulares, envolvendo a CPI.

Problemas à parte, já é hora de encerrar o ciclo de Dunga na seleção. Ele se encontra desgastado desde a derrota para o Paraguai o pífio empate diante da Argentina em Belo Horizonte. O próprio Vanderlei já se considera preparado para dirigir novamente o time verde e amarelo. Só ele mesmo pode concertar a péssima imagem deixada por Dunga na seleção cinco vezes campeã mundial.

Desde que chegou ao comando, o capitão do tetra jamais deu um padrão tático à equipe. As duas únicas vitórias convincentes foram diante da Argentina por 3 a 0. Uma em Londres, em amistoso, e a outra na final da Copa América. Fora isso, Dunga, deu provas suficientes de que arranhou o brilho do futebol brasileiro.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Excesso de confiança pode prejudicar

A Seleção Olímpica conseguiu a melhor campanha entre todas as outras que disputam o torneio de futebol. São nove gols marcados e nenhum sofrido. O time brasileiro começou um pouco assustado diante da Bélgica. As jogas ofensivas não encaixavam e os jogadores estavam sem nenhum entrosamento. O gol de Hernanes salvou a equipe de um mal resultado contra o time fraco da Bélgica.

Pode-se afirmar com certeza de que a goleada por 5 a 0 contra a Nova Zelândia não empolgou em nada a torcida. O país da Oceania não demonstrou, em nenhum momento, uma aptidão para o futebol, visto que o esporte mais popular no país era o rugby. Contra uma seleção inexpressiva, Ronaldinho Gaúcho exibiu um pouco de suas jogadas mágicas, que pelos ajudaram para que o craque reencontre a confiança própria. Contudo, o Brasil não foi bem. A goleada serviu apenas de motivação.

Já contra a China, com o time mais leve em campo, se esperava uma atuação melhor da Seleção Brasileira. Mas, com a consciência de poupar os jogadores para a segunda fase, a equipe apenas “treinou” em campo contra um adversário luxuoso: os donos da casa, a China.

A primeira fase serve de alerta para o Brasil. Com tantos gols marcados e a defesa imbatível, o time pode enfrentar Camarões com excesso de confiança, o que pode prejudicar o sonho de conquistar pela primeira vez o título olímpico.

E que não se lembra de 2000? O Brasil também enfrentou Camarões nas quartas de final e perdeu por 2 a 1 (gol de ouro), atuando com dois jogadores a mais e tendo um gol legítimo de Fabiano anulado na prorrogação.

Portanto todo cuidado é pouco com Camarões. A seleção da África tem a velocidade como principal arma. E boa sorte à Seleção Brasileira.

domingo, 10 de agosto de 2008

Rumo ao ouro olímpico e à recuperação


No duelo mais esperado dos Jogos Olímpicos de Pequim, os Estados Unidos levaram vantagem. Os astros da NBA não se intimidaram com a grande torcida contra e venceram a China por 101 a 70. O que chamou a atenção na partida foi o duelo entre dois dos principais jogadors da Liga Norte-Americana, Kobe Bryant, dos Estados Unidos e Yao Ming, da China, que possui 2,26m de altura.

O time dos Estados Unidos entrou disposto a recuperar a hegemonia no basquete mundial. Com ótimas infiltrações, Bryant, que joga no Los Angeles Lakers, incomodou bastante a defesa chinesa, marcando 13 pontos. Ming, que atua no Houston, por sua vez, também anotou 13 pontos, porém se destacou mais pelos rebotes, totalizando 10.

A simples presença de Yao Ming em quadra motivou a torcida chinesa que lotou o Ginásio Olímpico de Basquete. O jogador foi o porta-bandeira do seu país na cerimônia de abertura dos jogos. Quase ficou de fora da competição, uma vez que possuía uma lesão no pé direito. Realmente é considerado um ídolo no seu país.

Os Estados Unidos não conquistam o ouro olímpico desde 2000, em Sydney, já que a Argentina levou a melhor em Atenas, em 2004. Os astros ficando apenas na 3ª colocação. No Mundial de Basquete, o time não é campeão desde 1994, quando venceu pela última vez no Canadá.

A vitória sobre a China mantém as esperanças norte-americanas de voltar ao topo no Basquete Mundial.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Em prol dos Jogos Olímpicos de 2016

O presidente Lula chegou à China para assistir à cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim, além de motivar os atletas brasileiros em suas competições. Porém, o principal objetivo da viagem foi promover a candidatura do Rio de Janeiro para sediar as Olimpíadas de 2016.

A cidade maravilhosa concorre com outras três pré-candidatas: Madri, Tóquio e Chicago. Lula terá uma reunião com o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), o belga Jacques Rogge, para tentar convencer a trazer a competição para o Brasil.

O principal argumento do presidente será que todas as cidades que concorrem com o Rio de Janeiro já sediaram os Jogos Olímpicos, sendo que a América do Sul jamais organizou o evento.

A favor do convencimento do Brasil estão também a ótima estrutura herdada dos Jogos Panamericanos em 2007, além dos recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que serão investidos para a Copa de 2014, que será no país.

domingo, 3 de agosto de 2008

16ª e 17ª rodadas do Brasileirão

Por falta de tempo, peço desculpas por não ter postado nada sobre a rodada do meio de semana passado. Portanto, farei um breve comentário e falarei da rodada do fim-de-semana, que envolveu os então quatro melhores times do campeonato, em jogos diretos e eliminando dois deles do G 4.

A 16ª rodada terminou com duas supresas: a vitória do Santos sobre o Internacional, no Beira-Rio e do Vasco sobre o Atlético-MG, em São Januário. A derrota colorada se explica pela ausência de seus principais jogadores, por motivos diversos, entre eles Nilmar e Alex. O time carioca vencer o mineiro, em casa, não é surpresa. Surpeendente foi o placar: 6 x 1. E, mais um técnico demitido no campeonato.

No mais, o esforçado time do Grêmio bater o Coritiba, no Couto Pereira e o São Paulo só empatar com o Figueirense, no Orlano Scarpelli, não há nada de errado. Para completar, o Cruzeiro venceu o Náutico, no Mineirão; o Vitória bateu o Atlético-PR, no Barradão; o Botafogo passou pelo Goiás, no Engenhão; o Palmeiras ganhou do Flamengo no Palestra Itália; o Sport derrotou o Ipatinga, na Ilha do Retiro e a Portuguesa superou o Fluminense, no Canindé, que nessa má fase, podemos considerar todos resultados normais.

Fim-de-semana

Decisões erradas e visitantes indigestos.

Após o fim dos jogos do final de semana, podemos constatar, mais claramente, as decisões equivocadas tomadas pelos dirigentes e técnicos do Brasileirão. O Atlético-PR preferiu não dar continuidade ao trabalho de Ney Franco e vai caindo pelas tabelas com Roberto Fernandes e entrou na zona de rebaixamento. O atual treinador rubronegro começou bem o campeonato, no comando do Náutico, mas resolveu sair e o Timbu entrou em queda-livre há algum tempo depois. E o demitido Ney Franco vai reerguendo o Botafogo.

Ah, no meio de semana, tem Atlético-PR e Náutico, na Arena da Baixada. No reecontro de Roberto Fernandes com seus ex-comandados, quem levará a melhor?

Essa foi a rodada em que os visitantes mais venceram: 6 no total. Desses seis mandantes que perderam, cinco são os piores times do campeonato: Náutico, Atlético-PR, Santos, Fluminense e Ipatinga. Isso pode explicar o por quê da situação deles na parte de baixo da tabela, se não fazem o dever de casa...

A exceção foi o Flamengo, que perdeu de virada, para o Cruzeiro, no Maracanã. E, após seis rodadas sem vencer, pela primeira vez o rubronegro está de fora do G 4. O primeiro gol da virada celeste foi marcado por Guilherme, que agora se junta a Alex Mineiro, do Palmeiras e Kléber Pereira, do Santos, na artilharia do Brasileirão, com 10 gols.

O líder Grêmio - e invicto há oito rodadas - fez mais uma vítima e bateu o Vitória, no Olímpico, eliminando outro rubronegro das quatro primeiras posições. Nos lugares de cariocas e baianos entraram os paulistas. O Palmeiras que venceu o Ipatinga, na casa do adversário e o São Paulo, que goleou o Vasco, no Morumbi, com dois gos do estreiante André Lima e mais dois do goleiro artilheiro Rogério Ceni, pela primeira vez está no G 4.

domingo, 27 de julho de 2008

15ª rodada do Brasileirão

A pergunta é: qual é a do Ipatinga?

O time mais novo da Série A não vence o Náutico, em casa, e perde para o Figueirense - quando todos pensavam que ele poderia crescer após tirar pontos dos fortes São Paulo e Cruzeiro - surpreendeu de novo: fez o mínimo no Ipatingão e venceu o ascendente Internacional, 1 x 0. Mas continua na zona de rebaixamento e, com a lanterna acesa.

Com a mesma pontuação do Ipatinga, porém com o saldo melhor, o Fluminense de Renato Gaúcho - que iria brincar no Brasileiro, mas perdeu a Libertadores e agora luta para não cair - não conseguiu segurar o resultado e tomou a virada do Cruzeiro, 3 x 1, no Maracanã. O time mineiro voltou ao G 4 e o tricolor carioca continua com o pior ataque dentro de casa: balançou as redes dos seus adversários em apenas oito oportunidades.

Também de virada e pelo mesmo placar, o São Paulo bateu a Portuguesa, no Morumbi. Mas ainda não entrou no G 4, porque apesar do Vitória ter perdido para o Atlético-MG, no Mineirão, por 2 x 1, o time baiano tem uma vitória a mais do que o paulista. Com os três pontos, o Galo passou seu lugar, na zona do descenço, para a Lusa - time que mais sofreu gols: 31 no total.

Outro time que está no G -4 (grupo dos quatro times que serão rebaixados) é o Santos. Apesar da goleada de 5 x 2, sobre o Vasco, na Vila Belmiro, com três gols de Kléber Pereira, de pênalti - artilheiro do Brasileirão, ao lado de Alex Mineiro, do Palmeiras, com 10 gols - todos sofridos por Maicon Leite, o alvinegro praiano é, desde a 5ª rodada, figura permanente entre os quatro últimos.

Em um dos duelos mais esperados da rodada, o líder Grêmio empatou com o considerado favorito ao título, Palmeiras, mas que ainda não mostrou que pode mesmo chegar lá: 1 x 1, no Olímpico. O tricolor gaúcho se iguala ao Flamengo, com o ataque mais positivo, 27 gols marcados e apenas 12 sofridos - a melhor defesa do Brasileirão.

Outros dois jogos também terminaram empatados, mas sem gols: o clássico carioca, Flamengo x Botafogo e Atlético-Pr x Figueirense. O rubronegro do Rio continua na vice-liderança, o Fogão e o Figueira vão se distanciando dos últimos e o Furacão - time que menos marcou gols - continua em sinal de alerta.

Quem também deve ficar com as antenas ligas é o Goiás, que na rodada passada tirou a invencibilidade do Cruzeiro, em Belo Horizonte, mas não foi páreo para o Sport, em pleno Serra Dourada: 2 x 1. O campeão da Copa do Basil, já começa a respirar mais aliviado.

E, o franco decadente Náutico - que passou seis rodadas no G 4, começou a cair desde a 11ª e não parou mais - perdeu mais uma e, nos Aflitos, para o bom Coritiba, que chega perto da briga pela vaga para a Taça Libertadores de 2009.

A 15ª rodada termina com quatro vitórias dos mandantes, três dos visitantes e três empates. Os donos da casa marcaram 15 gols e sofreram 12, total de 27.

sábado, 28 de junho de 2008

Aposentadoria para os craques do passado

Pelo visto a homenagem feita pelo Congresso e pelo Palácio do Planalto em Brasília aos campeões mundiais de 1958 já começa a render bons frutos. O presidente Lula estuda criar uma aposentadoria especial para campeões mundiais do passado que estejam passando por dificuldades financeiras. Ele vai enviar o projeto ao Congresso nos próximos dias.

Realmente é uma boa ação do Governo Federal. É preciso relembrar a importância dos heróis da Copa do Mundo de 1958 para o consagrado esporte brasileiro. E nada melhor do que auxilia-los nos momentos de dificuldades, sejam econômicas ou não.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Sem Ronaldinho, Brasil pode se complicar nas Olimpíadas

Notícias de última hora informam que o Barcelona não liberou Ronaldinho Gaúcho para a disputa das Olimpíadas em agosto. Embora o craque esteja fora dos planos para a próxima temporada, o clube espanhol quer evitar um possível desgaste da imagem do jogador caso o Brasil não faça boa campanha ou mesmo uma contusão, o que poderia prejudicar a negociação dele com algum clube interessado. A CBF promete recorrer da decisão do clube.

Com isso, fica mais delicada a situação do técnico Dunga à frente da Seleção Brasileira. Sem poder contar com Kaká e Robinho para o torneio das Olimpíadas, o treinador deverá contar somente com jogadores com menos de 23 anos na competição. Uma outra hipótese seria convocar jogadores experientes, sem, portanto, repercussão da mídia e que estejam atuando no Campeonato Brasileiro.

A permanência de Dunga como técnico da seleção canarinho fica cada vez mais difícil. Só a medalha de ouro olímpica salvará o técnico da queda. Por sua vez, fontes ligadas à CBF afirmam que Vanderlei Luxemburgo já estaria de plantão em caso da saída do capitão do tetra do comando do time brasileiro. Só mesmo Luxemburgo, um dos maiores treinadores do futebol mundial, talentoso, experiente e responsável pode recuperar a má fase da seleção.

Desafio de Dunga

O técnico Dunga terá a obrigação de vencer o torneio de futebol das Olimpíadas se quiser permanecer à frente da Seleção Brasileira. Fontes ligadas à CBF revelam que o presidente Ricardo Teixeira começou a ficar insatisfeito e possivelmente inseguro com o trabalho do capitão do tetra e deu a última chance para ele poder refazer sua imagem.

A situação de Dunga se assemelha à que enfrentou Vanderlei Luxemburgo em 2000. Naquela época, o Brasil também passava por maus momentos nas eliminatórias, muito criticada pela goleada sofrida pelo Chile por 3 a 0 em Santiago e o técnico teve a chance de salvar seu emprego nas Olimpíadas de Sidney. Porém, o fracasso brasileiro na Austrália e problemas pessoais foram suficientes para Luxemburgo ser demitido.

Agora, Dunga tem uma seleção forte, com jogadores já experientes e renomados para tentar vencer a Olimpíada. Alexandre Pato, Lucas e Anderson lideram o forte time que buscará o inédito título para o futebol brasileiro. Entretanto, a pressão ocasionada pelos maus resultados contra Paraguai e Argentina e a própria cobrança pelo título inédito podem dificultar o caminho de Dunga.

Ronaldinho Gaúcho foi convocado para as Olimpíadas. O craque, eleito melhor jogador do mundo em 2005 e 2006, está teoricamente sem clube, pois o técnico do Barcelona, Josep Guardiola assegurou que não pretende contar com o brasileiro para a próxima temporada. O seu destino deve ser o futebol inglês, já que Manchester City e Chelsea demonstraram interesse por ele.

Os jogos olímpicos serão cruciais para Ronaldinho Gaúcho recuperar o bom futebol e para Dunga resgatar o prestígio na seleção. Caso o Brasil conquiste o ouro olímpico, o craque pode novamente retomar a camisa 10 do time e o treinador terá mais segurança para o difícil jogo nas eliminatórias contra o Chile em setembro.

Um time sensacional - momentos mágicos da Copa do Mundo de 1958


Comemorar cinqüenta anos do primeiro título mundial da Seleção Brasileira de Futebol não é algo tão simples assim. É preciso ressaltar profundamente a mudança profunda acarretada pela inovação dessa geração que se tornou famosa pela primeira vez. Significou o nascimento do futebol moderno, arrasador, empolgante, de belas jogadas e gols.

Ganhar na Suécia não foi especial somente pelo fato de um país sul-americano conquistar uma Copa do Mundo jogando na Europa. Isso foi importante, porém vale lembrar que os uruguaios conquistaram duas medalhas de ouro em Olimpíadas disputadas no Velho Continente, em 1924 e 1928.

Além disso, foi a primeira Copa do Mundo realmente representativa e disputada. Não havia um favorito claro como ocorreu nas cinco anteriores. O excelente time húngaro de 1954, por exemplo, se dissolveu e jamais teve a mesma força. A Itália caiu nas eliminatórias européias e a Alemanha enfrentava uma reformulação em sua seleção. A Argentina possuía um time fraco no momento e os uruguaios não se classificaram para a Copa.

É óbvio que o Brasil não era um dos favoritos. As campanhas de 1938 e 1950 realmente chamaram a atenção, mas a própria perda do título mundial em casa e a derrota para a Hungria por 4 a 2 em 1954 – em um jogo marcado pelas brigas e expulsões – tiraram o brilho de uma seleção que se formava naquele momento, sob o comando e a liderança do técnico Vicente Feola.

Também se destaca que nenhuma outra seleção fora em uma Copa do Mundo com duas armas secretas tão eficientes: o adolescente Pelé e um jovem promissor Garrincha. Ambos se destacavam em dois brilhantes clubes do futebol brasileiro na época – Santos e Botafogo. Somaram a jogadores experientes que equilibravam o time de Feola, como o grande goleiro Gilmar, o seguro zagueiro Bellini, os excelentes laterais Djalma e Nilton Santos, o meia promissor Zagallo, o artilheiro Vavá e o craque do time: Didi, o “rei da Folha Seca”, que era um tipo de chute forte e fatal inventado por ele.

Na teoria esse time teria força suficiente para bater qualquer adversário. Porém, houve momentos complicados na competição em que o primeiro título mundial parecia distante. O empate sem gols contra a Inglaterra, na primeira fase, por exemplo, foi visto como mau resultado, já que era a primeira vez que a seleção deixava de marcar em uma Copa do Mundo. Além disso, nos primeiros minutos do jogo final contra a Suécia, dona da casa, quando Liedholm abriu o placar, logo aos 3 minuots, o Brasil parecia um time nervoso, desconcentrado e limitado. Felizmente era questão de tempo para o futebol brasileiro mostrar seu verdadeiro poder.

A Copa do Mundo de 1958 teve vários momentos de destaque, mas que ficaram à sombra do brilhante futebol do time de Feola. O francês Just Fontaine tornou-se o maior artilheiro em apenas um Mundial, totalizando 13 gols marcados nos campos suecos. Por sua vez, os donos da casa vieram para a competição dispostos a não fazerem papel feio. Vários de seus jogadores, como Liedholm, Skoglund e Gren, atuavam na Itália e eram bem cotados na Série A. Ainda pode-se citar a vergonhosa campanha da Argentina, não se classificando sequer para a segunda fase e deixando a competição com uma humilhante goleada para a Tchecoslováquia por 6 a 1.

Foi na Suécia que a Seleção Brasileira atuou pela primeira vez com o uniforme azul. O uniforme amarelo do Brasil foi deixado de lado na final contra os donos da casa, porque o time rival atuava com as mesmas cores. Daí surgiu a camisa número dois do time canarinho, inspirada no manto de Nossa Senhora Aparecida, segundo o chefe da delegação, Paulo Machado de Carvalho.

E deu sorte, pois o Brasil não se intimidou com a pressão da torcida sueca e venceu a final por 5 a 2. Foi uma partida memorável, inesquecível para qualquer brasileiro. O gol de Pelé, aos 90 minutos, além de confirmar o título, fez renascer um time marcado negativamente pela derrota em 1950 e estabelecer ao jogador a condição de ídolo da nação brasileira.

As lágrimas do atacante de apenas 17 anos no Estádio Rasunda, em Estocolmo, no final da partida, ilustraram o valor dado pela equipe brasileira ao título mundial. Um time brilhante, com jogadores de destaque no banco de reservas – Oreco, Orlando, Dida e Altafini – e um técnico disciplinador, como Vicente Feola fizeram da seleção de 1958 uma das mais fortes na história das Copas do Mundo.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

O eterno problema dos ingressos no Brasil

Filas e mais filas, horas de espera, falta de ingressos, cambistas... Isso tudo (infelizmente) já faz parte da cultura do futebol brasileiro. Recentemente estamos nos deparando com um novo absurdo que assola nosso futebol: ingressos falsificados.

O programa Fantástico, da Rede Globo, exibiu na noite de ontem - domingo, 22 de junho - uma matéria sobre um esquema de falsificação de ingressos que funcionava dentro do Estádio Couto Pereira, do Coritiba. Chocante o que foi mostrado, porém mais do que esperado em um país sem controle, onde a "Lei do Malandro" fala mais alto.

Enquanto torcedores ficam horas e horas na fila sem saber se conseguirão atingir seu objetivo, esses vagabundos ganham dinheiro em cima da maior paixão do brasileiro. Não culpo e muito menos julgo esses pobres infelizes que dorme pelas calçadas de porta de estádios e sedes de clubes, pois infelizmente também sou um deles. Ou melhor, já fui um deles. Me lembro bem da "final" do Brasileirão de 2003 entre Cruzeiro x Paysandu, onde fiquei um dia inteiro na fila para comprar ingresso e sai de mãos abanando. Minha sorte foi ter um vizinho que conseguiu mais ingressos e me repassou. Como não lembrar das 13 horas que fiquei na fila para assistir Brasil x Argentina, em 2004, quando todos meus amigos foram retirados da fila covardemente pela PM e eu só mantive meu lugar pois fiquei prensado contra a parede? Pois bem... hoje para assistir aos jogos do Cruzeiro tenho meu Cartão 5 Estrelas, onde tenho meu ingresso (quase sempre*) garantido, reservado anteriormente por telefone ou adquirido pela Internet. Esse ano, me recusei a dormir na fila pelo Brasil x Argentina, ainda bem. De última hora ganhei o ingresso de presente da minha sogra e pude assistir ao belo show do Skank.

A culpa de tudo isso não é apenas desses falsificadores de ingressos e dos cambistas. A culpa é da direção do nosso futebol, das polícias do nosso país. Todos fazem vista grossa aos problemas denunciados todos os dias. A presidência do Coritiba foi feliz em sua denúncia, mas não é perfeita como nenhum clube do Brasil é. É mais do que comum ver sujeitos anônimos entrando e saindo com bolos de ingressos dos locais de vendas, cambistas em portas de estádios, na frente da Polícia que nada faz.

É preciso urgentemente pensar mais no torcedor, que é o real e grande motivo da existência do futebol. Somos nós torcedores e amantes do futebol que sustentamos essa festa. Se não nós, quem mais lotaria o Mineirão, o Maracanã, o Morumbi, a Ilha do Retiro, o Beira-Rio nos finais de semana para assistir 22 jogadores correndo atrás de uma bola? Afinal das contas, quem vai a todos os jogos somos nós, míseros torcedores, e não os artistas de plantão, os famosos de 15 minutos, os políticos, dentre outros que são agraciados com luxuosos camarotes nos jogos da Seleção.

Fala-se muito da venda de ingressos pela Internet. Outra picaretagem, me desculpem pelo termo. O site Ingresso Fácil que venderia ingressos para Brasil x Argentina este ano, de nada funcionou. Durante todo o dia de venda esteve inacessível e quando finalmente consegui abri-lo, pude apenas visualizar uma pequena nota do dia anterior, confirmando a venda de ingressos para o dia seguinte. Deveria ser chamado Ingresso DIFÍCIL, como bem frisou alguns jornalistas esportivos de Minas Gerais.

É preciso respeitar o torcedor! É preciso dar suporte ao torcedor! Não tirem a única alegria de muitos brasileiros!

Tenho pena dos pobres torcedores do Fluminense que ficarão sem ver o jogo mais importante da história de seu time...

Parafraseando Lédio Carmona, comentarista da Sportv: "e, pior, o torcedor segue forte. Leva um tapa e oferece o outro lado da face. Isso sim é amor."



(*) O "quase sempre" se deve ao seguinte fato: a turma do Cartão 5 Estrelas, muito útil, mas longe de ser perfeito, costuma pisar na bola. Se o jogo do Cruzeiro é sábado, o torcedor 5 Estrelas só pode retirar seu ingresso reservado por telefone na quinta ou na sexta. No sábado, não. O torcedor comum pode adquirir seu ingresso aos sábados até as 14h. Estranho, pois o torcedor 5 estrelas deveria ter mais benefícios que o torcedor comum, não? Aí vem alguém e diz: "mas você pode comprar pela Internet, pelo celular..." Mas e se eu não quiser comprar pela Internet ou pelo celular, já que tenho que pagar uma pequena taxa a mais sobre o valor do ingresso? Eu quero retirar meu ingresso reservado por telefone na Loja, mas no sábado, dia que não trabalho e tenho tempo disponível, diferente de uma quinta ou sexta-feira até 6 ou 7 horas da noite. Ok, não teve jeito. Então vou mesmo comprar pela Internet no sábado. Ops, não deu também. Mas por que? Porque pelo site consta que meu ingresso já foi adquirido anteriormente, já que fiz a reserva pelo telefone. Mas não deveria ter um controle de quem realmente retirou ou não seu ingresso pessoalmente, para poder liberá-lo na Internet? Pois é, são coisas que acontecem no futebol...

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Ingratidão do Barcelona


Josep Guardiola, que assumiu o comando do Barcelona no lugar de Frank Rijkaard, anunciou que não pretende trabalhar na próxima temporada com três importantes jogadores: Deco, Eto’o e Ronaldinho.

Os três foram essenciais na conquista do bicampeonato espanhol e da Liga dos Campeões. Eto’o foi duas vezes artilheiro do Campeonato Espanhol, Ronaldinho foi duas vezes o melhor do mundo e Deco é peça fundamental de Luiz Felipe Scolari na Seleção Portuguesa.

É uma manifestação de ingratidão do clube espanhol com os três jogadores. Embora não tenham atuado bem nas últimas temporadas, foram decisivos no momentos gloriosos do Barcelona. Ronaldinho tem propostas do Chelsea e do Manchester City. Deco e Eto’o aguardam negociações.

Nota-se que Guardiola tem carta branca para fazer qualquer mudança na equipe. Foi ex-jogador e capitão do clube, campeão europeu em 1992 e dirigia o time B do Barcelona. Não será surpresa se afastar também o francês Thuram, que está no final de carreira.