quarta-feira, 26 de maio de 2010

A Argentina é favorita... Mas pelas razões corretas

Há de se criticar, e com razão, aqueles que apostaram na Argentina como favorita para a Copa do Mundo pelo fato de a seleção ter se classificado com dificuldade, com brigas no time, sem comando por parte do treinador e outros problemas que nós brasileiros já passamos algumas vezes com o time canarinho. Ainda sou contra esses fatores para apontar um candidato. A Argentina é favorita, sim. Mas só o é pelas boas peças, pela capacidade de decisão, pelos valores individuais e pela tradição, mas não pelas confusões. Isso é ser simplista e covarde. Sim, covarde. No sentido de esperar dar certo uma aposta com argumentos bobos para cravar no fim o famoso 'eu avisei'. Essa pode colar para quem não entende nada de nada. Não dá para aceitar esse oportunismo. E que partiu de muita genta da mídia. Para radicalizar, de acordo com o pensamento 'deles', Portugal também é favorito para a Copa do Mundo, já que passou dificuldades, etc, etc, etc.


Além disso, o time de Maradona ainda precisa encontrar a melhor solução para o sistema defensivo, que não tem jogadores de ótimo nível como os da linha de frente.

São os mesmo pontos apontados por muitos para o Flamengo levar a Libertadores 2010. E deu no que deu. O time se classificou com a pior campanha, na bacia das almas, não tinha padrão de jogo, e alguns queriam nos empurrar que é assim que o Fla gosta, que vai vencer a competição, que é candidato ao título. Ah, moçada. Aí não.

A Argentina é candidata ao título da Copa do Mundo. A França também. O Brasil. A Holanda. A Itália, Espanha, Alemanha, Inglaterra...

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Muito além do óbvio da bola

Para aqueles que gostam de futebol e querem mais do que simplesmente o mesmo de sempre, aí vai um texto interessante escrito por Marcos Caetano, para a Piauí.


Espetacular crítica aos 'homens que tudo podem no Brasil'. Jogadores de bola que nada acrescentam à sociedade - poucos até hoje o fizeram - e só pensam em confusão, cerveja e usar a religião para outros fins. Faça o teste e escreva em um pedaço de papel quantos nomes vêem à mente ao ler o texto.

É isso.

domingo, 2 de maio de 2010

Pedaladas, Ganso, Messias e Neymar

Hoje assistíamos ao jogo do Santos contra o Santo André quando comentamos a respeito do comportamento do Ganso. Um fora de série, alguém que vai longe. A sabedoria de cada lance faz dele um diferenciado, um ''bom demais'', como dizemos aqui em Belo Horizonte. Corre quando precisa, cadencia quando precisa e ainda tem a coragem de tentar um chapéu com seu time perdendo por 3 x 2, em uma final de Campeonato Paulista.

Porém, o que mais surpreende é a humildade e a maturidade do jovem. Pode ser um pensamento simplista, de gente de fora, até meio sem sentido, mas aí vai... O que podemos sentir é que Ganso segue um caminho interessante do tutor Giovanni, o Messias, responsável pela presença do aspirante a astro no Clube da Vila Belmiro desde 2005. Não é só o fato de ambos serem paraenses. A seriedade e o compromisso com o time é algo que espanta, principalmente agora para nós, que observamos o futebol a fundo nos tempos do Império do Amor, do Rei da Pedalada e por aí vai. Se o craque santista seguir o rumo do seu conterrâneo muito famoso (ambos são famosos, obviamente), a carreira será brilhante e de muito sucesso com a camisa da Seleção e de algum grande da Europa (sim, é inevitável).

Neymar é um fora de série e merece ser lembrado também. Mas somente pela bola que joga. Volto a frisar que esta pode ser uma análise de quem enxerga do lado de fora do clube, mas há, pelo menos, um pouco de sentido nisso. O moleque se espelha em Robinho, que já sabemos muito bem como é. Craque como Neymar, o santista já forçou a barra por três transferências na carreira (Santos, Real Madrid e Manchester City) e ficou marcado em outrora por brincadeiras fora de hora no Pré-Olímpico, por exemplo.

Que cada uma faça sua análise. Fico com a dupla Ganso/Giovanni.

SUBSTITUIÇÃO E SELEÇÃO
A atitude do Ganso foi uma das coisas mais bonitas e sinceras que já vi dentro de campo. Além disso, Dorival Júnior mostrou uma humildade incrível ao voltar atrás na provável substituição e ainda ao citar, nas entrevistas pós-jogo, o fato ocorrido com o camisa 17. Ganso é craque, em todos os sentidos.

Neymar também merece a palavra, mas só com as bolas nos pés. O garoto anda perdido por aí com lances infantis e caídas sem a menor necessidade. Isso gera uma reposta ruim por parte dos árbitros, adversários e torcedores, que começam a ver Neymar com olhos mais frios.

Ganso merece, sim, uma vaga na Seleção. A opção mais interessante seria no lugar do Kléberson. Dunga pode partir do raciocínio de que tem Ramires, Elano e Daniel Alves para ocupar o 'papel' do flamenguista, caso precisse.

Neymar: fica para a próxima!


segunda-feira, 22 de março de 2010

Placar dos gigantes

Levantamento das quatro maiores ligas do futebol europeu e desempenho das equipes favoritas e/ou campeãs do mundo no fim de semana. Destaque para Argentina e Espanha. Da provável linha de frente de Maradona para a Copa, apenas Aguero não marcou. O genro do chefe, porém, havia brilhado na rodada da Liga Europa.
A lista conta com jogadores que tiveram convocações no ciclo para a Copa de 2010 e selecionáveis atuais.

Ligas analisadas: Itália, Espanha, Inglaterra e Alemanha:

Espanha - 6 - Fabregas, Torres, Llorente, Xabi Alonso, Mata e Silva
Argentina 6- Tevez, Milito, Higuain e Messi (três)
Itália - 6 - Gilardino, Luca Toni (dois), Di Natale (dois) e Cassano
Inglaterra - 3 - Bent(dois) eRooney
Uruguai 3 - Cavani, Chevanton e Forlan
Brasil - 2 - Denilson e Grafite
Holanda -2 Van der Vaart e Nistelrooy
Alemanha 2- Klose e Kuranyi
Portugal 1 - Maniche
França - 0

Curiosidades - Nenhum alemão da seleção marcou fora do seu próprio campeonato local. A mesma regra se aplicou aos italianos e ingleses.
Nenhum país contou com gols de seus jogadores de seleção em todas as quatro grandes competições.
Nenhum francês selecionável anotou gol nas quatro grandes ligas do futebol europeu no fim de semana.
Nenhum zagueiro das seleções favoritas e/ou campeãs do mundo marcou na rodada.
No Brasil, Adriano balançou redes duas vezes no fim de semana.
Cassano é querido pela torcida italiana, mas não tem a simpatia do técnico Marcelo Lippi.

sexta-feira, 20 de março de 2009

FIA desiste das novas regras no Mundial de F1

A FIA recuou na decisão de mudar as regras do mundial de Fórmula 1 que apontaria o campeão através do maior número de vitórias somadas nas corridas. Segundo a entidade, caso as equipes não aprovassem a medida, o critério atual, que daria o título mundial ao maior somador dos pontos, seria mantido, até pelo menos, nessa temporada. Em 2010, as regras propostas estariam absorvidas pelos pilotos e já seriam incorporadas ao mundial.

Pilotos e escuderias, no geral, foram contra a mudança da regra e pressionaram a FIA pela manutenção do regulamento atual. O argumento utilizado foi baseado no fato de a entidade não poder fazer qualquer alteração no campeonato até 20 dias do início. No caso, o GP da Austrália, primeira etapa do campeonato, será no dia 29 de Março.

A mudança proposta pela FIA seguramente privilegiaria os carros que tivessem menor regularidade na temporada e maior poder de reação. No ano passado, por exemplo, Felipe Massa, da Ferrari, venceu mais corridas que Lewis Hamilton (6 a 5), porém deixou de pontuar em cinco GP’s. O inglês não marcou em somente três. É uma vantagem enorme para o brasileiro, já que possui um carro mais competitivo, no entanto menos confiável do que a McLaren.

Caso as novas regras fossem concretizadas, o Mundial talvez ficaria sem graça, uma vez que os pilotos medianos – aqueles que não conseguiriam vencer uma corrida e nem se manterem nos primeiros lugares – não encontrariam motivações para disputar uma prova. O prejuízo para esses competidores seria muito maior, porque nunca teriam chances de sagrar-se vencedores do campeonato.

Portanto, foi positivo para pilotos e chefes de escuderias não ter aprovado a mudança proposta pela FIA, dirigida pelo inglês Max Mosley. Para o bem do campeonato, as disputas emocionantes, que encantam amantes do esportes em todo o mundo, estariam mais do que garantidas.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Ronaldo em 2010. Será?

O atacante Ronaldo demonstrou neste domingo, no clássico contra o Palmeiras, que realmente é predestinado. Após três lesões complicadíssimas no joelho, o fenômeno mostrou que ainda esbanja esforço de vontade para o futebol. Além de marcar um gol em sua volta aos gramados, ele salvou o seu time, o Corinthians, da derrota para o rival no empate por 1 a 1. E o gol marcado diante do alviverde foi uma das “não-especialidades” do fenômeno, de cabeça.

Ronaldo confirmou que ainda é melhor atacante do futebol brasileiro. Em forma, apesar de seus 32 anos, seria titular absoluto da Seleção Brasileira, já que nenhum de seus sucessores chega aos pés do fenômeno e tão pouco conseguira se firmar com a camisa nove amarelinha: Vagner Love, Afonso, Fred, Luís Fabiano, Pato e Adriano.

Ronaldo faz parte do grupo de atacantes que foram imprescindíveis para o futebol brasileiro nas Copas do Mundo e que fizeram sucesso mundial. Ao fenômeno, se juntam Leônidas da Silva, Ademir de Menezes, Pelé, Vavá, Careca e Romário. O futebol agradece a presença deles nos times que deram cinco títulos mundiais para o país.

E não há dúvidas de que se o atacante estiver bem na parte física e tecnicamente, Dunga não hesitará em convocá-lo para defender o Brasil. Apesar dos escândalos em que o goleador se envolveu, ele continua com o brilho que sempre teve. E os brasileiros certamente vão precisar do fenômeno, caso queria vencer a Copa do Mundo de 2010, na África do Sul.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Massa, o destaque de 2008

Lewis Hamilton, piloto da McLaren, conseguiu o título mundial de pilotos nos últimos metros do último GP do ano, em Interlagos. A diferença em relação à Felipe Massa ficou em apenas um ponto, o que mostra de verdade como foi o equilíbrio do campeonato.

O piloto brasileiro conseguiu a sua terceira vitória em casa com a Ferrari. Segunda, na verdade, porém vale lembrar que ele deixou Kimi Raikkonen ultrapassá-lo no ano passado para que o finlandês pudesse conquistar o título mundial.

Se não foi possível entrar para os grupos dos pilotos campeões do mundo, Felipe Massa se transforma no mais talentoso piloto brasileiro depois do sucesso de Ayrton Senna. Pedro Paulo Diniz, Ricardo Zonta, Enrique Bernoldi, Luciano Burti foram alguns dos brasileiros que não se destacaram. Rubens Barrichello ainda ganhou fama ao conseguir dois vice-campeonatos (2002 e 2004), sempre ficando à sombra de Michael Schumacher.

Sem dúvida, Massa será a esperança para o próximo ano. À medida que vai ganhando mais experiência, maior serão suas chances de ganhar o tão sonhado título mundial. O piloto da Ferrari foi o grande destaque do ano, se considerar que sua equipe literalmente impediu que ele ganhasse pontos na corrida de Cingapura, quando uma atrapalhada dos mecânicos o jogou para o último lugar da prova.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Leixões, o dono da bola em Portugal

Nem Porto, nem Benfica, nem Sporting. Quem dá as cartas no começo da temporada do Campeonato Português é o centenário clube de Matosinhos, cidade localizada no Distrito do Porto, norte de Portugal, Leixões.
Os Heróis do Mar assumiram a liderança ao vencer o Paços Ferreira por 2 a 1, no último domingo, e foram beneficiados pela derrota do antigo líder, Nacional da Madeira, por 4 a 2 nesta segunda-feira para o Marítimo, no fechamento da sétima rodada.
O clube alvirubro já coleciona bons resultados neste início de campeonato. Além de empatar com o Benfica em 1 a 1 jogando em Matosinhos, arrancou uma vitória sobre o atual campeão Porto, por 3 a 2 no Estádio do Dragão, o que mostra que a equipe do técnico José Mota pode ambicionar uma melhor colocação além do 14º lugar conquistado na última temporada.

Brasileiros
Assim como os rivais portugueses, o Leixões possui muitos jogadores brasileiros em seu elenco, sete. No entanto, nenhum deles do mesmo calibre dos astros Liédson, do Sporting ou Luisão, do Benfica, por exemplo.
O mais ilustre para o torcedor brasileiro é o zagueiro Élvis, de 31 anos, antigo jogador da Portuguesa-SP. Destaca-se também o atacante Serginho Baiano, que já atuou pela dupla Ba-Vi, no Brasil, e pelo gigante Porto, em Portugal, além do armador Chumbinho, ex-São Paulo, dono da camisa 10.
Mas quem enche os olhos dos torcedores do Leixões é o armador Wesley, 27 anos, que já havia trabalhado com o treinador José Mota no Paços Ferreira. Autor de cinco gols na temporada até o momento, o jogador, revelado na Ponte Preta, desperta o interesse de outros clubes europeus, como o Borussia Dortmund, asiáticos e africanos, de acordo com o jornal português Record.

Campeonato Português (após sete rodadas)
1º - Leixões, 16 pontos
2º - Benfica, 15 pontos
3º - Nacional, 15 pontos
4º - Sporting, 13 pontos
8º - Porto, 11 pontos

Ficha
Nome: Leixões Sport Club
Fundação: 27 de novembro de 1907
Apelido: Heróis do Mar
Estádio: Estádio do Mar
Capacidade: 12.700 torcedores
Treinador: José Mota
Destaques: Beto (goleiro), Bruno China (armador) e Wesley (armador)
Maior glória: Campeão da Copa de Portugal - Temporada 1960/1961

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

A Ferrari toma a cena de novo...

É impressionante o grande número de adversários que o piloto Felipe Massa tem na luta pelo título mundial de pilotos: Lewis Hamilton, Kimi Raikkonen, os demais pilotos e a própria equipe Ferrari. O brasileiro vive o seu melhor momento da carreira em que tem chances reais de fazer história da Fórmula 1, assim como Emerson Fittipaldi, Airton Senna e Nelson Piquet.

Mas seus concorrentes insistem em derrubá-lo. Principalmente a própria equipe Ferrari. Novamente, a equipe apresentou falha grave complicando a situação de Massa em um campeonato marcado pelo equilíbrio.

Tudo isso foi no Grande Prêmio de Cingapura, primeira corrida noturna da história da categoria. Felipe Massa conquistou a pole position, largou maravilhosamente bem, deu várias voltas rápidas e conseguiu boa diferença em relação à Lewis Hamilton, o segundo colocado. Tudo isso até o pit stop, quando tudo foi jogado fora.

A questão a ser analisada é se foi um erro do mecânico que controlava a bomba de combustível ou do que segurava o dispositivo luminoso que determinava a saída do piloto do boxe. O júri ainda debate. Besteiras a parte, a Ferrari praticamente jogou fora o campeonato de Massa.

Se não bastasse isso, o brasileiro ainda tem de enfrentar a habilidade de Hamilton, adversário direto na luta pelo título, a inveja de Kimi Raikkonen e as trapalhadas de outros pilotos que de certa forma o prejudica. Como, por exemplo, o acidente de Nelsinho Piquet que forçou a entrada do Safity Car na pista, começando a triste história do domingo.

Caso tenha uma recuperação destacada, a ponto de levar a decisão do título para o GP do Brasil, em São Paulo, última etapa da categoria, o piloto terá salvado o ano de uma equipe milionária, mas levada ao fracasso.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Lula X Julio César

Muito feia a atitude do goleiro da Seleção Brasileira, Julio César, de mandar "o presidente Lula renunciar ao cargo e ser presidente da Argentina". A crise começou após o presidente criticar a falta de determinação dos jogadores do Brasil nos Jogos Olímpicos e, ao mesmo tempo, elogiar os argentinos, principalmente Messi.

Qualquer brasileiro tem o direito - e o dever - de criticar a Seleção Brasileira, já que todos eles têm razão. Pelo futebol pobre que o time vem demostrando e pela falta de compromisso e empenho, ninguém estaria errado ao afirmar que o Brasil está longe dos melhores dias em seu esporte mais popular.

Principalmente o presidente Lula! Como chefe-maior do país, tem a obrigação de exigir atitude dos jogadores brasileiros, tão famosos em seus clubes e humilhados na seleção.

E deve ser respeitado também. Uma vez que qualquer pessoa pode remeter críticas ao governo, cumprindo a liberdade de expressão garantida pela Constituição Federal, o presidente também pode emtir suas opiniões, mesmo que sejam contrárias ao modo de pensar da maioria.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Empresários dominam futebol

Assim como a Fórmula 1, o futebol é outro esporte que foi praticamente engolido pelo Capitalismo. Grandes empresários de todo mundo o transformam em disputas por mercados de jogadores, aparelhos de concorrência e mecanismos de lucro das organizações. Como se explica a aquisição dos direitos federativos do atacante Robinho pelo modesto Manchester City?

O brasileiro é um dos melhores jogadores da atualidade. Esbanja determinação, habilidade e empenho, exibindo pura arte ao jogar. Apresenta grandes chances de ser o futuro melhor jogador do mundo da Fifa.

Só mesmo uma elevada quantia de 42 milhões de euros (cerca de R$100 milhões) para tirar Robinho do Real Madrid, seu ex-clube. Quem adquiriu o passe foi um grupo de empresários ligados ao milionário Abu Dhabi, que comprou ontem o Manchester City. O atacante desejava ir para o Chelsea, de Luís Felipe Scolari, mas o clube inglês não chegou ao acordo quanto ao valor da oferta.

Comprova-se então a globalização do futebol. O time inglês é modesto em seu país, já que ganhou apenas dois títulos nacionais e quatro copas da Inglaterra, esta que contabilizou o seu último título de expressão, há 40 anos (1968/1969). Porém, tem um grande empresário em seu comando que não economizará dinheiro para contratar jogadores de diferentes nacionalidades, a fim de montar uma boa equipe. Tudo isso para acabar com o jejum de títulos.

O craque brasileiro, mesmo jogando na Inglaterra não terá a mesma visibilidade que antes tinha no Real Madrid. O time espanhol, repleto de craques, tem boa repercussão na mídia, fato que o Manchester não tem. Além disso, o sonho do brasileiro em se tornar o melhor jogador do mundo da Fifa – assim como Romário, Ronaldo, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho e Kaká – ficaria distante.

Robinho, que jogará com a camisa 10, como no Real Madrid, terá a companhia de outros brasileiros no time inglês: Elano, que veio na última temporada e Jô, contrato junto ao CSKA, da Rússia.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Era uma vez, Dunga!

Dunga emprega um discurso eufêmico para tentar convencer o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, e a nação brasileira de que o importante é ter vindo de Pequim com uma medalha conquistada. A medalha de bronze, porém não apaga o vexame dado pelo Brasil nas Olimpíadas. E o pior de tudo foi que a Argentina ganhou a medalha de ouro, num show de bola de Mascherano, Riquelme, Messi, Agüero e Cia.

Enquanto isso, Dunga insistiu num futebol burocrático e pobre, apesar de contar com craques que jogam em grandes times da Europa. Anderson, Lucas e Diego não conseguiram mostrar o verdadeiro futebol que os consagraram em gramados europeus. Alexandre Pato ainda ganhará experiência internacional, já que nas Olimpíadas ficou somente às sombras dos talentos argentinos. E Ronaldinho Gaúcho parece ter encerrado a carreira prematuramente, após uma fase ruim no Barcelona. Apenas passeou em Pequim. Dunga realmente foi um fracassado.

O treinador usa como defesa (ou desculpas, no caso) o fato de ter preparado a seleção olímpica somente por 15 dias – não tendo tempo suficiente para dar entrosamento e padrão de jogo – e o fracasso de Vanderlei Luxemburgo em Sydney em 2000, eliminado por Camarões. Aliás, a situação de Dunga se equipara à vivida pelo atual técnico do Palmeiras. A seleção vinha mal nas eliminatórias, ficando fora das primeiras posições, com derrota vergonhosa para o Chile. Além disso, enfrentava problemas particulares, envolvendo a CPI.

Problemas à parte, já é hora de encerrar o ciclo de Dunga na seleção. Ele se encontra desgastado desde a derrota para o Paraguai o pífio empate diante da Argentina em Belo Horizonte. O próprio Vanderlei já se considera preparado para dirigir novamente o time verde e amarelo. Só ele mesmo pode concertar a péssima imagem deixada por Dunga na seleção cinco vezes campeã mundial.

Desde que chegou ao comando, o capitão do tetra jamais deu um padrão tático à equipe. As duas únicas vitórias convincentes foram diante da Argentina por 3 a 0. Uma em Londres, em amistoso, e a outra na final da Copa América. Fora isso, Dunga, deu provas suficientes de que arranhou o brilho do futebol brasileiro.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Excesso de confiança pode prejudicar

A Seleção Olímpica conseguiu a melhor campanha entre todas as outras que disputam o torneio de futebol. São nove gols marcados e nenhum sofrido. O time brasileiro começou um pouco assustado diante da Bélgica. As jogas ofensivas não encaixavam e os jogadores estavam sem nenhum entrosamento. O gol de Hernanes salvou a equipe de um mal resultado contra o time fraco da Bélgica.

Pode-se afirmar com certeza de que a goleada por 5 a 0 contra a Nova Zelândia não empolgou em nada a torcida. O país da Oceania não demonstrou, em nenhum momento, uma aptidão para o futebol, visto que o esporte mais popular no país era o rugby. Contra uma seleção inexpressiva, Ronaldinho Gaúcho exibiu um pouco de suas jogadas mágicas, que pelos ajudaram para que o craque reencontre a confiança própria. Contudo, o Brasil não foi bem. A goleada serviu apenas de motivação.

Já contra a China, com o time mais leve em campo, se esperava uma atuação melhor da Seleção Brasileira. Mas, com a consciência de poupar os jogadores para a segunda fase, a equipe apenas “treinou” em campo contra um adversário luxuoso: os donos da casa, a China.

A primeira fase serve de alerta para o Brasil. Com tantos gols marcados e a defesa imbatível, o time pode enfrentar Camarões com excesso de confiança, o que pode prejudicar o sonho de conquistar pela primeira vez o título olímpico.

E que não se lembra de 2000? O Brasil também enfrentou Camarões nas quartas de final e perdeu por 2 a 1 (gol de ouro), atuando com dois jogadores a mais e tendo um gol legítimo de Fabiano anulado na prorrogação.

Portanto todo cuidado é pouco com Camarões. A seleção da África tem a velocidade como principal arma. E boa sorte à Seleção Brasileira.

domingo, 10 de agosto de 2008

Rumo ao ouro olímpico e à recuperação


No duelo mais esperado dos Jogos Olímpicos de Pequim, os Estados Unidos levaram vantagem. Os astros da NBA não se intimidaram com a grande torcida contra e venceram a China por 101 a 70. O que chamou a atenção na partida foi o duelo entre dois dos principais jogadors da Liga Norte-Americana, Kobe Bryant, dos Estados Unidos e Yao Ming, da China, que possui 2,26m de altura.

O time dos Estados Unidos entrou disposto a recuperar a hegemonia no basquete mundial. Com ótimas infiltrações, Bryant, que joga no Los Angeles Lakers, incomodou bastante a defesa chinesa, marcando 13 pontos. Ming, que atua no Houston, por sua vez, também anotou 13 pontos, porém se destacou mais pelos rebotes, totalizando 10.

A simples presença de Yao Ming em quadra motivou a torcida chinesa que lotou o Ginásio Olímpico de Basquete. O jogador foi o porta-bandeira do seu país na cerimônia de abertura dos jogos. Quase ficou de fora da competição, uma vez que possuía uma lesão no pé direito. Realmente é considerado um ídolo no seu país.

Os Estados Unidos não conquistam o ouro olímpico desde 2000, em Sydney, já que a Argentina levou a melhor em Atenas, em 2004. Os astros ficando apenas na 3ª colocação. No Mundial de Basquete, o time não é campeão desde 1994, quando venceu pela última vez no Canadá.

A vitória sobre a China mantém as esperanças norte-americanas de voltar ao topo no Basquete Mundial.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Em prol dos Jogos Olímpicos de 2016

O presidente Lula chegou à China para assistir à cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim, além de motivar os atletas brasileiros em suas competições. Porém, o principal objetivo da viagem foi promover a candidatura do Rio de Janeiro para sediar as Olimpíadas de 2016.

A cidade maravilhosa concorre com outras três pré-candidatas: Madri, Tóquio e Chicago. Lula terá uma reunião com o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), o belga Jacques Rogge, para tentar convencer a trazer a competição para o Brasil.

O principal argumento do presidente será que todas as cidades que concorrem com o Rio de Janeiro já sediaram os Jogos Olímpicos, sendo que a América do Sul jamais organizou o evento.

A favor do convencimento do Brasil estão também a ótima estrutura herdada dos Jogos Panamericanos em 2007, além dos recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que serão investidos para a Copa de 2014, que será no país.