segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Dorival segue com 100% em Minas e invencibilidade do Cruzeiro em Uberlândia cai depois de nove anos



A vitória do Atlético por 4 a 3 sobre o Cruzeiro, além de valer a saída do alvinegro da zona de rebaixamento, depois de 21 rodadas seguidas, e tirar o clube celeste do posto de líder do campeonato, mantém, o hoje treinador atleticano, Dorival Júnior com 100% de aproveitamento em clássicos mineiros. Em todos eles o time de Dorival venceu balançando quatro vezes as redes do adversário.

Há três anos, Júnior treinava o rival e, nos dois jogos pelo Brasileirão de 2007, conquistou duas vitórias sobre o Atlético-MG: 4 a 2 no primeiro turno e 4 a 3 no segundo.

Já para o Cruzeiro, a derrota de ontem - a segunda consecutiva era inédita para o clube neste campeonato - não apenas custou a perda da liderança, como viu um tabu de mais de nove anos ser quebrado. Desde o dia 1º de abril de 2001, a Raposa não perdia no estádio Parque do Sabiá, quando o time, na época comandado por Luiz Felipe Scolari, foi derrotado pelo Uberlândia, por 1 a 0, em partida válida pelo Campeonato Mineiro.

Quem também perdeu uma longa invencibilidade foi o volante Marquinhos Paraná, que desde que chegou em Minas Gerais, no início de 2008, havia enfrentado o Atlético em 12 jogos e nunca tinha sido derrotado. Até então, eram dez vitórias e dois empates.

Mas apesar de tantos fatos negativos, pelo menos um jogador celeste tem algo para comemorar. Com os dois gols que marcou no clássico, Thiago Ribeiro quebrou, de cara, dois jejuns. O atacante que nas oito primeiras partidas contra o Atlético nunca tinha balançado as redes do arquirrival, também estava há cinco jogos sem fazer gol.

sábado, 23 de outubro de 2010

Curiosidades dos clássicos do fim de semana

A 31ª rodada do Campeonato Brasileiro 2010 terá um ingrediente especial para cruzeirenses e atleticanos; corintianos e palmeirenses; vascaínos e flamenguistas; gremistas e colorados. Porque, além de ser a última vez em que os respectivos arquirrivais se enfrentarão nesta década, cada clássico está recheado de curiosidades.






Em Minas, por exemplo, pela primeira vez na história, a região do triângulo receberá um Cruzeiro e Atlético, que será em Uberlândia, no estádio Parque do Sabiá. Os ingressos do derby foram vendidos apenas para a torcida cruzeirense, mas se o placar terminar em preto e branco, dependendo dos outros resultados, os atleticanos poderão comemorar a saída da zona de rebaixamento, após 21 rodadas consecutivas, e ainda tirar o rival da liderança. Além de provar que o Galo é forte e vingador, já que o jogo de ida, em Sete Lagoas, com presença exclusiva da massa alvinegra, fora vencido pelo clube celeste.

Esta também será a primeira vez que o técnico Dorival Júnior enfrentará o Cruzeiro – time que ele classificou para a Libertadores há três anos – sob o comando do Atlético-MG. Pela Raposa, Júnior venceu os dois clássicos que disputou.






Quando chegou ao Corinthians para substituir Mano Menezes, que assumiu o comando da Seleção Brasileira, Adílson Batista estreou em um clássico contra o Palmeiras. O mesmo acontece com Tite agora, na sua segunda passagem pelo Parque São Jorge. A diferença é que, quando Adílson chegou, o clube era o líder do Brasileirão e, hoje, Tite – que também já treinou o rival alviverde, em 2006 – encontra um time que não vence há sete partidas: quatro derrotas e três empates, e caiu para a terceira posição.

Outra coincidência é que, na primeira vez em que esteve à frente do Corinthians, Tite também estreou em um clássico, mas contra o São Paulo: 1 a 1, no dia 30 de maio de 2004, no Morumbi, pelo Campeonato Brasileiro.






No Rio, o estádio do Engenhão será o 26º a receber um Vasco e Flamengo, que desde 1923, além do Maracanã, palco principal, também já foi disputado em São Januário, Gávea, Laranjeiras, Conselheiro Galvão (Madureira), Moça Bonita (Bangu) e Rua Bariri (Olaria), todos na capital fluminense, entre outros pelo estado e Brasil afora.

O clássico também terá um duelo à parte, entre Vanderlei Luxemburgo e Paulo César Gusmão, treinador e auxiliar, respectivamente, nas vitoriosas campanhas de Corinthians (1998) e Cruzeiro (2003).






Para finalizar as curiosidades dos clássicos deste domingo, o Grenal vem com tudo! Os arquirrivais gaúchos ainda sonham com o título e o Grêmio vislumbra, ao menos, uma classificação para a Libertadores 2011, já garantida pelo Inter, por ser o atual campeão do principal torneio sulamericano.

Enquanto Celso Roth, atual técnico Colorado, que entre idas e vindas, já treinou os dois maiores clubes do Rio Grande do Sul por diversas vezes, se prepara para o seu 21º Grenal, Renato Portaluppi, mais conhecido como Renato Gaúcho, heroi do Grêmio nas conquistas da Libertadores e Mundial em 1983 como jogador, pela primeira vez comandará o Tricolor no clássico.

Mas a experiência de Celso Roth em Grenais, não deve intimidar Renato. Isso porque dos 20 clássicos já disputados por Roth, ele venceu apenas seis, empatou sete e também perdeu sete. Além disso, nos seus últimos oito Grenais, Celso não venceu nenhum: foram quatro empates e quatro derrotas.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Dos três primeiros, vice-líder Flu é o único que depende do tropeço dos adversários para ser campeão

Novo líder do campeonato com 54 pontos, dois a mais que o segundo colocado, o Cruzeiro precisa apenas de suas próprias forças para levantar a taça ao final do Brasileiro.

Mesmo a cinco pontos do líder e na terceira posição, o Corinthians também só depende de si para ser campeão. Porque, além de ter um jogo a menos que a maioria das outras equipes – a partida contra o Vasco, pela 18ª rodada, que seria no dia do aniversário do centenário do clube paulista, foi adiada para esta quarta-feira –, o Timão ainda tem um confronto direto com o Cruzeiro pela briga do título.
Mais elenco e um pouquinho de sorte: é a receita do Cruzeiro para assumir a liderança






Nas 15 últimas rodadas – as mais complicadas do Brasileirão 2010, segundo os próprios técnicos e jogadores que o disputam – em que o campeonato passou a ter obrigatoriamente dois jogos por semana, para compensar a paralisação durante a Copa do Mundo, o Cruzeiro foi o time que mais venceu: 10 partidas. Os mais próximos foram Atlético-PR, Grêmio, Internacional e Santos, com oito vitórias cada.

Nesse mesmo período, o Fluminense venceu apenas cinco vezes e o Corinthians – em 14 partidas, porque o jogo contra o Vasco, pela 18ª rodada, foi adiado por conta do aniversário do centenário do clube paulista – ganhou seis.

Os jogadores chegaram ao limite e a sobrecarga de jogos nessa fase motivou a lesão de muitos atletas. A necessidade de ter um bom elenco, aliado a sorte, foram determinantes para o Cruzeiro atingir a incrível marca de 73,3% de aproveitamento, contra pífios 50% do Corinthians e 44,4% do Fluminense.

Como qualquer outra equipe, o Cruzeiro perdeu jogadores com contusões musculares por não suportarem a carga exaustiva de jogos. Ao contrário das outras equipes, o Cruzeiro teve elenco para repor suas perdas. Tanto que a torcida não sentiu a falta de Gilberto e Leonardo Silva, ausentes antes mesmo deste período mais complicado.

Um dos destaques do time, Montillo foi desfalque em duas partidas, desde que estreou com a camisa celeste, mesmo assim o Cruzeiro saiu vitorioso em ambas: 1 a 0 sobre o Internacional e 2 a 1 contra o Avaí.

Também vale ressaltar o fator sorte. Enquanto no Fluminense, por exemplo, Washington não marca há sete jogos e Fred tenta voltar para ajudar, mas sente nova lesão, na mesma panturrilha esquerda que o deixara de fora de 17 partidas, no Cruzeiro, se Wellington Paulista se machuca, entra Robert, mas se este se contunde, entra Farías, que se lesiona, volta Robert, que se não faz gol, Wellington Paulista retorna para marcar o gol da liderança.

Sorte também por Fábio não ter sido convocado por Mano Menezes e Thiago Ribeiro não ter se contundido nesse período – além da competência do departamento jurídico do clube, que conseguiu minimizar a pena do atacante, expulso contra o Vitória, para apenas uma partida –, porque são os únicos jogadores que Cuca não tem um substituto à altura.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Fla contrata treinador que mais frequentou a zona de rebaixamento deste Brasileirão

Luxemburgo é o treinador mais frequente na zona de rebaixamento após 27 rodadas


Nas 24 rodadas em que esteve à frente do comando técnico do Atlético-MG no Brasileirão 2010, Vanderlei Luxemburgo amargou a zona de rebaixamento em 16 delas, sendo 15 consecutivas.

De volta ao Flamengo, 15 anos após a sua última passagem, Luxa desembarca na Gávea com a missão de contornar a crise que agrava o atual campeão brasileiro, há 10 rodadas seguidas beirando a zona de rebaixamento.

Veja a lista com os nomes de todos os técnicos que já estiveram presentes na ZR do BR10:

1º - Luxemburgo (Atlético-MG): 16 rodadas

2º - René Simões (Atlético-GO): 15 rodadas

3º - Toninho Cecílio (Grêmio Prudente): 10 rodadas
Jorginho (Goiás): 10 rodadas

5º - Leão (Goiás): 8 rodadas

6º - Silas (Grêmio): 6 rodadas

7º - Geninho (Atlético-GO): 5 rodadas

8º - Roberto Fernandes (Atlético-GO): 4 rodadas
Marcelo Rospide (Grêmio Prudente): 4 rodadas

10º - Márcio Barros (Grêmio Prudente): 3 rodadas
Antônio Carlos Zago (Grêmio Prudente): 3 rodadas
Renato Gaúcho (Grêmio): 3 rodadas
Celso Roth (Vasco): 3 rodadas
Paulo César Gusmão (Vasco): 3 rodadas
Dorival Júnior (Atlético-MG): 3 rodadas

16º - Paulo César Carpegiani (Atlético-PR): 2 rodadas
Ricardo Silva (Vitória): 2 rodadas

18º - Muricy Ramalho (Fluminense): 1 rodada
Jorge Fossati (Internacional): 1 rodada
Leandro Niehues (Atlético-PR): 1 rodada
Reinaldo Gueldini (Atlético-GO): 1 rodada
Wladimir Araújo (Goiás): 1 rodada
Fábio Giuntini (Grêmio Prudente): 1 rodada

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Cruzeiro reage e é 3º melhor mandante




 

Ao término da 15ª rodada, o FUTEBLOGBH informou o mau desempenho do Cruzeiro como mandante. Naquela ocasião, o time celeste havia empatado quatro jogos, perdido um e vencido apenas dois, tendo o terceiro pior desempenho dentro de casa.

Passado pouco mais de um mês, ou 11 rodadas, o clube mineiro continua com a terceira campanha entre os mandantes. A diferença é que, agora, o Cruzeiro aparece entre os melhores, por ter vencido todos os seis jogos que disputou com o mando de campo, de lá para cá. Além disso, o time de Cuca tem a melhor defesa nesse quesito, ao lado do Ceará, com apenas sete gols sofridos.

Com os 28 pontos que já conquistou dentro de casa, mesma marca do Atlético-PR, a Raposa, se vencer o próprio Furacão, sábado, na Arena do Jacaré, ultrapassará o Fluminense – que joga longe de seus domínios, contra o Grêmio Prudente – em um ponto. Mas ainda continuará com um aproveitamento inferior: 73,8% do time azul e 76,9% do tricolor, que ficará com um jogo a menos.

Somando 34 pontos, o Corinthians é o atual líder entre os mandantes e, se vencer o Ceará, neste sábado, no Pacaembu, chegará a 88% de aproveitamento.

Único invicto diante de sua torcida, o Botafogo aparece apenas na 9ª colocação, mas tem chance de melhorar já neste sábado, quando terá o mando de campo no clássico com o Flamengo, no Engenhão.

Ataque

Atualmente, o ataque do Cruzeiro em casa é três vezes melhor do que aquele de 11 rodadas atrás, quando o time havia balançado as redes adversárias apenas seis vezes e tinha, ao lado do Goiás, o pior ataque entre os mandantes. Hoje são 18 gols feitos, mesmo número do São Paulo. Mas ainda não aparece em uma posição de destaque: 12º.

O melhor ataque mandante pertence ao Corinthians, com 28 gols marcados. O pior é o do Ceará, que fez apenas 12 gols diante de sua torcida.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Conmebol "tira" o doce do Botafogo

Normalmente era G4. Este ano, o grupo de times brasileiros classificados para a Libertadores, pelo principal campeonato nacional, chegou a se chamar G6, devido a presença de Santos – campeão da Copa do Brasil – e Internacional – campeão da Libertadores –, com vagas já garantidas, terem ficado no topo da tabela. Agora, já é G3.

A mudança foi explicada pela Conmebol. Uma vez que o campeão da Copa Sul-Americana também fará jus a disputar a principal competição do continente no ano seguinte, o título da Libertadores não concederá mais uma vaga extra ao respectivo país da equipe campeã.

Com isso, o Botafogo, atual 4º colocado no Brasileirão seria, hoje, o “prejudicado” e ficaria fora da sua quarta Libertadores, 15 anos depois de disputar o maior torneio de futebol sulamericano pela última vez.

A CBF diz que vai tentar, junto a Conmebol, manter as quatro vagas do Campeonato Brasileiro para a Libertadores. Mas caso a entidade máxima do futebol na América do Sul mantenha a sua posição, essa não seria a primeira vez que o clube da estrela solitária teria seu doce “tomado”.

Campeão da Taça Brasil de 1968, o alvinegro carioca não disputou a Libertadores de 1969, porque o Brasil, assim como a Argentina, não inscreveram seus representantes naquela edição, por não concordarem com alguns pontos das normas da competição. Por problemas no calendário, a Taça Brasil de 1968 só terminou em 1969, após o início da Libertadores e a CBD – precursora da atual CBF – decidiu por indicar os clubes do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o “Robertão”, porém eles desistiram de participar.

Em tempo, o Estudiantes-ARG, campeão da Libertadores de 1969, entrou já na fase semifinal, por ter vencido a competição no ano anterior.

Confira, no quadro abaixo, um breve histórico do Botafogo na Libertadores:

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Kalil fala em azar e Tardelli culpa a defesa







Em entrevista ao jornalista Paulo Vinícius Coelho, na manhã desta segunda-feira, o presidente do Atlético-MG, Alexandre Kalil, deu a entender que considera que a situação atual do clube – há 14 rodadas seguidas na zona de rebaixamento – está condicionada ao azar:

_ Mas, temos também de admitir uma outra coisa: tem o fator azar! Quem viu o jogo contra o Vitória sabe disso. O Vitória deu cinco chutes a gol. O Atlético chutou 25! – disse Kalil ao blog do comentarista da ESPN Brasil.

Ainda no domingo, após perder para o Vitória, que atuou com um jogador a menos desde o final da primeira etapa, o atacante Diego Tardelli se mostrou insatisfeito com a defesa do time:

_ Complicado. A gente se mata lá na frente, os caras batem lá na frente e, na hora que é para a gente dar uma chegada mais forte, a gente tira o pé e acaba tomando o gol – reclamou o camisa 9.

Como você pode constatar, aqui mesmo no FUTEBLOGBH, no post de sete dias atrás – Obina melhor que Tardelli?! – os números não dão credibilidade para a reclamação do atacante.

Para sair dessa incômoda situação, tudo o que o Atlético não precisa é de ficar caçando culpados pela má fase, o que pode gerar disputas internas e aumentar a crise.

A hora é de trabalho. Todos no clube têm que trabalhar, se quiserem ter a sorte de disputar a Série A no ano que vem.
Mesmo sem Ronaldo, Corinthians tem o melhor ataque do Brasileirão


 



Ronaldo participou de apenas três jogos, dos 22 disputados pelo Corinthians no Brasileiro e marcou dois gols – os dois de pênalti, convertidos contra o Atlético-PR, um na estreia do campeonato e o outro na primeira partida do returno.

Mas como explicar que um time, mesmo sem seu principal atacante – aquele que deveria ser também o principal jogador do clube –, tenha o melhor ataque da competição, com 40 gols, ao lado do Fluminense?

A resposta está no meio-campo alvinegro. O camisa 10, Bruno César, até a 22ª rodada era um dos artilheiros do Brasileirão com nove gols. Os volantes Elias, Jucilei, Ralf e Paulinho têm, juntos, dez gols marcados.

Quer dizer que os jogadores de meio-campo do Corinthians já balançaram as redes adversárias 19 vezes, contra 16 dos atacantes. Além de saber marcar, os volantes, principalmente Elias e Jucilei, ajudam na parte ofensiva, aparecendo como elementos surpresa para finalizar.

Mesmo sem contar com Ronaldo, o Corinthians é o único time presente no G4 durante todas as 23 rodadas já disputadas – oscilando entre a primeira e segunda posições – e volta à liderança do campeonato, com dois pontos de vantagem para o segundo colocado, Fluminense, mas com um jogo a menos que a maioria das outras equipes, o que lhe dá a chance de abrir cinco pontos para o vice-líder, quando igualar o número de jogos.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Cruzeiro vence a quinta partida seguida e iguala recorde

Ao vencer o Guarani por 4 a 2, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, o Cruzeiro igualou o Botafogo com uma sequência de cinco vitórias, a maior deste Brasileirão.

Cinco vitórias seguidas também foi o máximo que o clube mineiro conseguiu no Brasileiro do ano passado. Em 2009, o recordista foi o São Paulo, com uma sequência de sete triunfos.

Na próxima rodada, o time de Cuca terá a chance de alcançar o recorde absoluto de maior série de vitórias consecutivas, deste campeonato, caso vença o próprio Botafogo, na casa do adversário. Mas mesmo que a Raposa perca o embate, o clube da estrela solitária não ficará com esse recorde isolado, uma vez que a sua sequência de 100% de aproveitamento durou entre a 12ª e 16ª rodadas.

Confira, no quadro abaixo, os cinco triunfos consecutivos de Cruzeiro e Botafogo:


Além de valer o recorde absoluto de vitórias neste campeonato, um possível triunfo do Cruzeiro no Engenhão, fará o time celeste igualar uma outra marca: maior sequência de vitórias como visitante.

O clube mineiro venceu as duas últimas partidas que disputou fora de casa: 3 a 2 contra o Palmeiras e 2 a 1 sobre o Avaí. O atual recordista é o Fluminense, com três vitórias seguidas jogando como visitante. Entre a 5ª e a 9ª rodada, o tricolor venceu Atlético-MG (3 a 1), Avaí (3 a 0) e Santos (1 a 0), fora do Rio de Janeiro.

Líder do returno

Mesmo antes do término da 22ª rodada, o Cruzeiro já é o melhor time do segundo turno. Com as derrotas de Botafogo e Grêmio, o clube mineiro é o único com 100% de aproveitamento nos três primeiros jogos do returno.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Obina melhor que Tardelli?!

Obina, o "iluminado"

A comparação entre os atacantes do Atlético-MG surge depois que o “iluminado” Obina marcou o gol da vitória do Galo por 1 a 0, sobre o Grêmio Prudente, na rodada passada do Brasileirão, alcançando a marca de cinco gols nos três últimos jogos que disputou.

Em toda a temporada 2010, Obina tem uma média de 0,9 gols por partida e média de 0,75 gols em jogos só do Campeonato Brasileiro. Já Diego Tardelli, tem média de 0,54 gols na temporada e 0,375 no Brasileiro.

O aproveitamento de pontos do baiano também é melhor. Dos jogos oficiais que Obina participou, o Galo conquistou 60% dos pontos que disputou ao longo do ano e 50% no Brasileirão. Enquanto que, com Tardelli em campo, o clube mineiro obteve um aproveitamento de 49,5% dos pontos na temporada e 29,16% no campeonato nacional.

A vantagem de Obina pode ser explicada pelo fato do camisa 27 atuar mais dentro da área e perto do gol adversário, como jogava o próprio Tardelli no ano passado, quando se tornou artilheiro da temporada 2009 com 39 gols e do Brasileirão daquele ano, ao lado de Adriano do Flamengo, com 19 tentos, sob o comando de Celso Roth. Com Luxemburgo, o camisa 9 costuma se movimentar mais durante as partidas.

Está certo que desses cinco gols de Obina, nas três últimas partidas, quatro foram de pênalti. Mas desses quatro, três penalidades foram sofridas pelo próprio Obina.

No melhor momento do Galo no campeonato – já que o time jamais havia permanecido dois jogos seguidos sem perder – Obina é protagonista e o clube alvinegro tem (mais uma vez) a chance de sair da zona de rebaixamento, após 12 rodadas consecutivas, 13 no total.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Aproveitamento do Fla só não é pior que o do Corinthians, entre os campeões nos pontos corridos

O Flamengo inicia a segunda metade do Brasileirão com uma marca negativa. Tem o segundo pior aproveitamento entre os campeões nos pontos corridos, no ano seguinte ao título, após a primeira rodada do returno.

O rubro-negro só ganha do Corinthians de 2006, que acabara de se sagrar tetracampeão no ano anterior. Os detentores das maiores torcidas do país disputaram 20 jogos cada e o time carioca leva vantagem por dois pontos.

Confira os números no quadro abaixo:


Vale lembrar que em 2004 o campeonato continha 24 equipes, logo, ao término da primeira rodada do returno os clubes tinham disputado 24 partidas. Em 2005, com 22 participantes, foram 22 jogos até o final da primeira rodada do segundo turno. Só a partir de 2006 é que o campeonato passou a contar com a sua forma atual, de 20 clubes.

Como ainda acontece neste ano, você deve recordar que o Brasileirão é famoso pelos “asteriscos”, para explicar os inúmeros jogos adiados da rodada – por isso, o turno de 2010 ainda nem terminou e não se conhece o campeão simbólico. Pois em 2007, o São Paulo teve um jogo remarcado, válido pela 10ª rodada, que só foi disputado entre as 29ª e 30ª rodadas, mas que entrou nessa contagem. Apesar do tricolor ter perdido para o Flamengo, 1 a 0.

domingo, 5 de setembro de 2010

Cuca, o técnico da virada

Foto: Juliana Flister/VIPCOMM
Quando o árbitro apita o final do primeiro tempo de uma partida de futebol e uma das equipes vai para o vestiário com uma vantagem de, no mínimo, dois gols, muitas pessoas podem considerar que o jogo já está decidido. O técnico Cuca, não.

Ele sabe que o 2 a 0 é um placar perigoso e tenta levar isso a seu favor. O time que está com a vantagem pode se acomodar e quando vê, o adversário já empatou ou até virou a partida.

Foi quase o que aconteceu hoje no Pacaembu. Quase porque o Palmeiras foi para o intervalo vencendo por 2 a 0 e tomou a virada do Cruzeiro na segunda etapa. Porém, o Palestra de Minas virou, não porque o paulista se acomodou, mas pelas mudanças feitas por Cuca no intervalo.

O treinador celeste promoveu a estreia do atacante argentino Ernesto Farías, que entrou no lugar do apagado Wellington Paulista. Outra alteração foi a troca do zagueiro Gil pelo meia Roger. Esta substituição também mudou a formação do Cruzeiro, que deixava o 3-5-2 para jogar no 4-2-2-2.

Em desvantagem no marcador e jogando contra apenas um atacante de fato – o Palmeiras tinha cinco volantes no meio-de-campo e muito pouca, ou nenhuma criatividade, tanto que os seus gols se originaram de bola parada –, o Cruzeiro não tinha necessidade de continuar com três zagueiros. A substituição natural seria a saída de Leo, que fazia sua estreia no time titular, mas pendurado no jogo com um cartão amarelo, a opção de tirar  Gil era mesmo a mais aconselhada.

A presença de Roger ao lado de Montillo, para criar as jogadas de ataque, ajudou na construção de espaços para o time cruzeirense. Mas se Felipão abrisse mão do seu ferrolho de volantes, a preocupação de Cuca em sair do Pacaembu com uma goleada nas costas poderia ser uma realidade.

No Brasileiro do ano passado, Cuca, então técnico do Fluminense, também conseguiu uma virada surpreendente na casa do adversário, depois de ir para o vestiário perdendo por 2 a 0. E, por ironia, a vítima naquela vez foi o próprio Cruzeiro, que saiu do Mineirão derrotado por 3 a 2, na 33ª rodada. Em um dos jogos que mais marcaram a reação tricolor para escapar do rebaixamento.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Corinthians comemora 100 anos e ganha um estádio de presente de seu torcedor mais ilustre

Parabéns a um dos maiores clubes de futebol do Brasil, que comemora na data de hoje o seu centenário.

E como presente, o clube anunciou nos últimos dias que, finalmente, deve construir seu estádio.

O estádio, já nomeado popularmente de “Fielzão”, deve ser erguido pela Odebrecht, com financiamento do BNDES e isenção fiscal, segundo o blog do jornalista Guilherme Barros.

Ainda com informações de Barros, “o presidente Lula, que também é corintiano, foi o principal articulador do projeto do estádio do time”. Comprovando o que disse Ronaldo, no programa “Bem, amigos” do canal de TV por assinatura Sportv, em julho do ano passado:

_ O presidente Lula é quem mais está ajudando o Corinthians nessa fase. Ele está dando alguns contatos de empreiteiras que podem nos ajudar. O presidente está muito interessado no projeto do Corinthians. Ele é fanático, um corintiano roxo – afirmou o Fenômeno.

A Odebrecht é responsável por várias grandes obras do governo e, tendo em vista que este é um ano eleitoral e uma Copa do Mundo está próxima de ser realizada no país, parece que não haveria momento mais propício e presente melhor para o presidente da República brindar o centenário do seu clube do coração.

Projeto do Fielzão. O estádio do Corinthians foi articulado pelo presidente Lula
Em tempo, o novo estádio do Corinthians já é tratado como o possível palco da abertura do Mundial de 2014 no Brasil, uma vez que o Morumbi foi vetado pela Fifa por exigências técnicas. Veto que foi comemorado pela CBF devido a disputas políticas.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Existe ética no futebol?

Na noite da última quarta-feira, antes do jogo vencido pelo Cruzeiro por 1 a 0 sobre o Corinthians, o presidente do clube mineiro, Zezé Perrella, atacou a diretoria do São Paulo, que, por meio de seu presidente, Juvenal Juvêncio, teria procurado Cuca, atual treinador celeste, para assumir a mesma função no tricolor.

Em entrevista à Rádio Globo de São Paulo, Perrella disse que “faltou ética” aos diretores são-paulinos.

Há alguns meses, após a saída de Adílson Batista, ex-treinador do Cruzeiro, o técnico do Botafogo, Joel Santana, veio a público comunicar que negou uma proposta do clube mineiro para contratá-lo. Poucos dias depois, foi a vez do treinador do Coritiba, Ney Franco, dizer não ao time azul.

Espera-se que a diretoria cruzeirense tenha tratado essas duas consultas, a Joel Santana e Ney Franco, com o mínimo de ética que o presidente celeste cobrou da cúpula tricolor.